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Jan 12

Carlos Lança – Arte Pública & Intervenção Urbana, 1997

Texto introdutório do Prof. Arquitecto J. Troufa Real

 

A Carlos Lança

A sua paixão pelas artes é conhecida.

As suas aventuras através do Desenho, da Pintura, da Escultura ou da Arquitectura Monumental e outras intervenções na área Arquitectónica e Urbanística, os seus objectos inventados para praças e ruas a favor de ambientes mais qualificados, os seus jardins, coretos e candeeiros, a sua poesia, as cartas para os amigos, a sua luta pelos direitos dos artistas, na defesa de valores humanos sagrados da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, fazem dele hoje um ser singular.

Em tudo que se envolve é com dedicação apaixonada. Tudo transforma em “exercício” de inteligência, de cultura e “sabedoria” de beleza, no sentido mais filosófico.

Meticulosamente, confronta contradições, conflitos do mundo das ideias com a razão da tolerância; trabalha com a geometria pura, a sagrada e a simbólica. As suas composições. Em todas as artes que se envolve, comprometem-se intencionalmente, culturalmente, em discursos diferentes. Com uma ternura de cerzideira, o que por vezes se torna perturbador. Autor de grande consciência interior, de grande compreensão por tudo que “chegou” até ele (e foi muito…) nesta viagem da vida sem princípio, sem fim… A sua Arte é singular por isso. Denuncia convicções, regras, realidades diferentes, aparentemente em conflito, sempre num subtil convívio. Recorda os “cadáveres esquisitos…”. A força do seu combate leva-o a defender a causa de todos os artistas. O Autor é a autoridade, como afirma Herberto Helder.

Calos Lança é uma referência na terra dos homens, pela sua Arte, pelo seu combate…

Aqui fica a minha humilde homenagem.

 

Troufa Real
Setembro, Lisboa. 1997