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Fev 14

Angólia – Cidade dos Santos – República de Angola, 1973-2003

Angólia, Cidade dos Santos é a denominação da nova capital proposta pelo Arquitecto Troufa Real. O Projecto da mudança da capital angolana para o interior do país surge no âmbito de uma extensa investigação sobre as cidades de Angola, que dura há cerca de 30 anos.
A proposta para a nova capital, obedece a uma nova filosofia e critérios diferentes – localiza-se na região do Cuemba.
Tenciona ser a cidade do futuro, com uma excelente localização, visto ser num ponto de confluência entre as províncias do Bié, Moxico, Luanda-Sul e Malange. Trata-se de um local ideal, não apenas relativamente à geografia física como também do ponto de vista da geografia política e antropológica de Angola.
É uma região com um clima excelente e ameno, e considerada “Terra de Paz”. Está numa região onde nascem os grandes rios de Angola, rios do Vale do Zambeze, rio do Atlântico. O sítio onde nascem os grandes rios é, por si só, um sítio geograficamente potencial (porque uma cidade tem de ter água).
Tem de fazer parte da lógica do desenvolvimento Nacional, aspectos que dependem daquilo que é o planeamento central nacional.
O desenvolvimento desta nova capital trata-se de uma questão de coragem, num país que já não pode perder tempo…

 

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ANGÓLIA – “A CAPITAL INANIÁVEL”

Angólia, a nova capital de Angola, não é um sonho: é um projecto, no dizer do arquitecto Troufa Real, que elaborou um texto inédito de elementos de referência e um outro sobre conceito.

A ideia central do arquitecto Troufa Real está, a meu ver, certíssima: criar a nova capital no ponto central da carta de Angola, “(…) região de encontro de etnias sem conflitos ou de conflitos atenuados, Terra de paz”, ponto central de aproximação e atracção em relação em relação à África Central e Austral, local onde nascem as mais importantes bacias hidrográficas do país, os “(…) cinco maiores rios de África”,zona de baixa densidade populacional, zona onde cabe a reconstrução da cidade-pólo regional, futuro centro regional – no sentido do país nacional e interregional que pode oferecer e simbolizar o papel natural de Angola em relação à África Central e à África Austral.

Trata-se, a meu ver, de um projecto essencialmente político na perspectiva da redenção e vocação de Angola.

Luanda, belíssima, com toda uma tradição histórica, mormente em relação à libertação do país, é uma cidade com características próprias: cidade essencialmente comercial – acho difícil retomar o processo colonial – centro político onde hoje todo o país está amplamente representado, no Governo, na Assembleia da República, no Exército, na própria população – mas que ainda representa, por herança nas mentalidades, vários passados.

Troufa Real acrescenta: “Todas as cidades são artificiais e é bom pensar no que seria hoje o Rio de Janeiro se Niemeyer não tivesse projectado a nova capital”.

Na concepção de Troufa Real, em um desenho de “coroas circulares radiocêntricas com núcleos de estrutura reticular, Angólia representará a evolução a cidade renascentista à cidade africana moderna – uma estrela de cinco pontas, um pentagrama que, comjuntamente com a nova bandeira e o novo brazão do País, emergirá como símboilo do novo milénio.

 

Professor Fernando Augusto Albuquerque Mourão in ANAIS da VII Jornada Técnico-Científicas da FESA – Reconciliação Nacional, Reinserção Social e Reconstrução Nacional
Luanda, 25-29 de Agosto de 2003