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Jul 31

Palácio de Justiça de Benguela, Angola 2003

   

Trata-se de um Projecto com preocupações no domínio de Arquitectura Tropical Sustentável (ventilação, isolação, páteos interiores, jardins suspensos, rampas, energias alternativas) integrado na estrutura antropológica e cultural urbana da Cidade de Benguela. Propõe um Embasamento com uma “imagem brutal”, em Betão Branco á vista sem qualquer revestimento, visível através de um “fosso” que se desenvolve à  volta que para além de desempenhar uma função de segurança (ronda), pretende “soltar” o edifício dos passeios e jardins públicos envolventes dos arruamentos, permitindo assim não só uma leitura mais clara do objecto monolítico, como garantir a ventilação natural das Caves (Estacionamneto). Deste Embasamento desenvolvem-se Colunas Verticais (acessos) acentuadas correspondentes a todos os Blocos, também em Betão colorado. Estas colunas para além de um efeito formal significativo, desempenha uma importantíssima função estruturante, como elementos de amarração dos “corpos” cilíndricos pendurados das Salas de Audiências. Em termos de “Linguagem Formal Arquitectónica” estes corpos cilíndricos pretenderem não só evocar “Capiteis” da grande “Coluna da Justiça”como conferir às salas de audiência a “ideia” da justiça africana em espaço “circular”, constituindo um elemento importante, de grande presença plástica. O R/C é um espaço amplo e aberto. O Edifício funciona em andares conforme o Programa com galerias à volta de dois páteos interiores com ampla escadaria central e rampas. Todos os elementos estruturantes das Galerias dos Páteos Interiores, Paredes Exteriores ou Interiores (Divisórias amovíveis), tectos falsos, grelhas, balaustradas etc. etc… seguem o ritmo recticular modular. Trata-se de um rigor projectual (visível), para um rigor construtivo, e conseguir uma qualidade indiscutível de obra, rapidez de construção e redução de custos, potenciando a utilização de toda uma gama de materiais pré-fabricados industriais disponíveis em Angola. Sugerem-se locais adequados para a aplicação de Obras de Arte quer no exterior do Palácio de Justiça como nos “pelintos” das escadarias da entrada (esculturas), quer em alguns compartimentos especiais como as Salas de Audiência, Bibliotecas, e Espaços de Convívio. Os temas deverão evocar a Justiça, desde a Tradicional “angolana” à Clássica do Estado de Direito; Deverão ser convidados Artistas Nacionais contemporâneos, de reconhecido mérito, podendo excepcionalmente recorrer-se a outros artistas plásticos internacionais significativos, pela sua relação com o País, dos CPLP´S, Continente Africano. A selecção deverá ser feita por uma comissão constituída pelo menos por representantes, Ministério da Cultura, Ministério da Justiça, Ministério das Obras Púbicas do Governo Provincial de Benguela e Autor do Projecto de Arquitectura.

Troufa Real

 

Dono da Obra: Ministério da Justiça de Angola, Governo Provincial de Benguela