
15.12.2025
“Faleceu Carlos Teixeira “Cagi”, uma referência do dirigismo desportivo angolano das décadas de oitenta e noventa.
Engenheiro de formação, antigo director da Hidroportos, empresa que já não existe, Carlos Teixeira Cagi deixou uma marca não apenas no desporto, mas também no sector da construção e das obras públicas.
Viveu nos últimos quinze a vinte anos na Austrália e esteve recentemente em Angola para receber uma medalha justa e merecida pelo seu legado.
No desporto, e em particular no basquetebol, o seu nome está inscrito com letras firmes nos alicerces do que é hoje uma das maiores histórias de sucesso do desporto angolano.
As sementes dessa trajectória começaram a ser lançadas no pós-Independência, um verdadeiro fruto da Dipanda, como sublinha Ngouabi Salvador , dirigente desportivo e estudioso atento da história do basquetebol angolano e dos seus protagonistas.
Carlos Teixeira Cagi estava na presidência da Federação Angolana de Basquetebol quando o país conquistou os seus quatro primeiros títulos continentais.
Por isso, pertence ao Olimpo dos homens e mulheres que, com suor, lágrimas e inteligência, ajudaram a construir o basquetebol angolano como uma referência em África, num tempo particularmente difícil, marcado pela guerra e pela luta permanente pela afirmação e preservação da soberania nacional.
À família, aos amigos e à grande família do basquetebol angolano, Conversa à Sombra da Mulemba endereça as mais sentidas condolências.
Que a sua alma descanse em paz.”