Ruy Alberto Vieira Dias Rodrigues Mingas Cantor, Compositor, Diplomata, Empresário, Político 12.05.1939 – 04.01.2024
A Fundação Troufa Real-Ukuma na pessoa do seu Presidente Troufa Real, ao tomar conhecimento do falecimento de Ruy Mingas, apresenta as mais profundas condolências à família e a todos os amigos.
A apresentação do documentário “Conjunto Dizu Dietu”, do realizador Miguel Castelo e produção executiva de Ilídio Brás, será apresentado, na tarde de sábado, no Prova D Arte Miramar, durante a emissão do programa “Viagens ao Passado”, da Rádio Luanda. A proposta de músicas do antigamente foi fundamental para apresentação do documentário no espaço radiofónico conduzido por Afonso Quintas e Man Garras. São esperados como convidados alguns artistas e entusiastas da música do passado. O realizador Miguel Castelo falou das motivações do projecto, destacando que “eu e o Ilídio crescemos juntos e temos uma longa amizade e na altura que ele criou o conjunto pediu-me para fazer algumas imagens. Depois eu vi que seria interessante registar os vários momentos e assim surgiu este documentário”. O realizador assumiu que o amor pela cultura e promoção da música angolana determinou tudo, pois este não é o primeiro projecto cinematográfico de Miguel Castelo, tendo já produzido o documentário sobre a vida de Akwa. Tem ainda um dedicado aos “Caçulinhas da Bola”, as belezas naturais de Angola, com imagens de Cabinda e Huíla, dentre outros. Tem vários projectos engavetados por falta de apoios. No projecto “Conjunto Dizu Dietu”, produzido em dois anos, encontramos depoimentos dos seus integrantes, artistas que partilharam o palco e amantes da cultura angolana.
A Academia Angolana de Letras homenageia, sexta-feira, 15, a título póstumo, a nacionalista Amélia Mingas Amélia Arlete Vieira Dias Rodrigues Mingas ou simplesmente, Amélia Mingas, nasceu em Luanda e faleceu por doença em Agosto de 2019, também em Luanda, aos 78 anos, foi uma eminente nacionalista, linguista, académica e professora. Produziu informação e estudos científico-académicos importantes para a compreensão do panorama sociolinguístico angolano e internacional, além de ter guiado e formado muitos estudiosos angolanos que contribuem significativamente no campo investigativo e académico nacional da linguística, particularmente da linguística bantu. Quanto a vida Politica, a nacionalista interrompeu a sua formação em Portugal, a fim de concretizar a sua integração na Luta de Libertação Nacional, e em 1972 parte para a Argélia, pelo MPLA. Alguns meses depois, parte para a cidade de Brazzaville, onde integra a 2ª Região Político Militar, tendo sido colocada como professora no Internato 4 de Fevereiro (Centro de Formação de Pioneiros), em Dolisie. No ano seguinte, em 1973, fez treino militar na Base Kalunga, e no período entre 1973/74 participa no Movimento de Reajustamento O evento terá lugar no auditório da Faculdades de Humanidades da Universidade Agostinho Neto.
O Auditório Pepetela do Camões – Centro Cultural Português, em Luanda, vai acolher, hoje, entre às 15h00 e 18h00, o Festival de Curtas-Metragens “NYPSFF” Nesta edição, o New York Portuguese Short Film Festival (NYPSFF) vai apresentar 10 curtas-metragens divididas entre filmes e documentários de realizadores portugueses. Em sessão dupla e com entradas gratuitas, no festival vão ser exibido os curtas-metragens “Ana Morphose” de João Rodrigues, “Mudflats” de Luís Campos, “Borderline” de Leonor Rocha Oliveira, Kafka’s Doll de Bruno Simões, they call it… Red cemetery! de Francisco Lacerda, “Chicago” de João Pombeiro, “Extinctions” de Mónica de Almeida, “A Lisbon Affair” de Hoji Fortuna, “Nata of This Life” de Cláudia Sofia Gomes e Ricardo Miguel Soares e “Rua do Caneiro” de Leonor Faria Henriques.
A presença da escritora moçambicana Paulina Chiziane na capital da Huíla, entre os dias 4 e 6 de Dezembro próximo, vai ser um pretexto para se acelerar a apresentação do Volume II da colectânea “Os Bantu na visão de Mafrano”, no dia 5 de Dezembro, às 17h00, na Missão Católica da Huíla, a 16 quilómetros do Lubango. Paulina Chiziane, 68 anos, iniciou a sua actividade literária em 1984, com histórias publicadas na imprensa do seu país, muitas das quais sobre assuntos sociais polémicos como é o caso da poligamia em Moçambique e, “grosso modo”, em África. A sua bibliografia inclui outras obras como “Balada de amor ao vento” (1990), “Ventos do apocalipse” (1993), “O Sétimo Juramento” (2000), “O Alegre Canto da Perdiz” (2008) e “As Andorinhas” (2009). Em 2003, a escritora moçambicana conquistou o prémio José Craveirinha da Literatura, com o romance “Niketche”, e em 2021, tornou-se a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Camões, a mais prestigiosa distinção conferida a escritores de Língua Portuguesa.