O antropólogo congolês-brasileiro Kabengele Munanga foi distinguido, sexta-feira, com o título de Professor Emérito pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Kabengele Munanga nasceu em Bakwa Kalonji, no antigo Zaire, actualmente República Democrática do Congo (RDC), em 1940. Está no Brasil desde 1975.
Ao longo desses anos, o Professor Munanga debruçou-se aos estudos sobre antropologia de África e da população afro-brasileira e nas questões raciais. O intelectual contribuiu, de forma significativa, na discussão sobre raça e para derrubar o mito da democracia racial.
Zézé Gamboa é um dos cineastas angolanos da segunda geração que ostenta uma carreira reconhecida a nível internacional, a começar em África. Quer no género documentário, quer na ficção, as obras do realizador têm sido merecedoras de prémios e boa recepção do público e da crítica. Da sua geração, Zezé Gamboa marca o cinema crítico angolano, e surge como pioneiro de uma cinematografia que analisa a vida social, política e económica do país. À semelhança de Orlando Fortunato – cineasta da primeira geração – Zezé Gamboa preocupa-se com narrativas históricas, além da crítica social. Os filmes “O Herói” (2002) e “O Grande Kilapy” (2012) representam essa faceta da veia cinematográfica do, também, realizador do emblemático documentário “Mopiopio” (1991).
Por esses feitos, a décima primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Dakhla homenageou Zezé Gamboa, no sábado, na cerimónia de abertura com a exibição de “O Herói” (2002) e “O Grande Kilapy” (2012), ambos os filmes tiveram como produtor Fernando Vendrell, de nacionalidade portuguesa. “O Herói” foi gravado numa altura em que o cinema angolano renascia, com o surgimento de três longas-metragens, designadamente “Comboio da Canhoca”, de Orlando Fortunato, e “Na Cidade vazia”, de Maria João Ganga. A produção de “O Herói” juntou Angola, França e Portugal, uma película com actores angolanos, senegalês e brasileiras, que mereceu um prémio em Sundance, nos Estados Unidos, em 2004.
Over the course of a day, the AA Lecture Hall will be transformed into a gaming café by the AA Landscape Urbanism Taught Postgraduate programme. Addressing the issue of participation and co-creation of urban projects through the lens of spatial design, game creation, data collection and AI deployment, the students have developed a series of digital and physical games to provide a critical but playful way to explore current planning and legislative systems in the UK, to empower people to design and experience space, and reflect on their history through the common ground of the game.
Items shown will include several gaming environments that let people know about the UK’s complex planning legislation, food policy, local history and more. The games borrow logic from all-time classics such as Risk, and Chess amongst others and let participants play the roles of developers, community organisations or farmers. Through a mixture of board games, projective mapping and an online platform it creates an immersive and fun experience which is informative, fun and ultimately engaging.
O contributo do artista António Ole, enquanto cineasta e artista plástico, foi destacado, na quarta-feira, em Luanda, durante uma homenagem realizada pela Galeria Ndongo 119 – Embaixada Criativa. O evento foi marcado pela exibição de dois filmes do artista, nomeadamente os documentários “O Ritmo do N’Gola Ritmos” e “Carnaval da Vitória”, seguido de uma conversa em torno da sua trajectória artística.
Tchissola Mosquito, responsável da Ndongo 119, salientou que António Ole merece ser homenageado em vida, pelo seu contributo para o desenvolvimento das artes angolanas. Por outro lado, sublinha a consistência do seu trabalho na internacionalização das tradições angolanas, espelhadas em várias das suas obras que marcam a vivência do povo angolano.
“António Ole deu um contributo ímpar para o desenvolvimento das artes plásticas angolanas, bem como para o cinema, porque muito dos artistas que hoje fazem cinema buscaram inspirações nas suas obras, resultado de 50 anos de carreira”, destacou. A homenagem foi aberta com a exibição do filme “Carnaval da vitória”. Foi o primeiro carnaval da Angola independente, cuja memória para a História foi registada através do documentário feito por António Ole, em 1978.
Terça-feira, 30 de Maio, 19:00 horas, no Parque Urbano Arq. Gonçalo Ribeiro Teles (junto ao Arco), Praça de Espanha, com a presença do artista e do Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.
“Revivescência: Uma Jornada para o Presente” é o título de uma exposição individual do artista angolano Osvaldo Ferreira inaugurou na Galeria Eritage, em Lisboa, em parceria com a galeria de arte contemporânea THIS IS NOT A WHITE CUBE. A mostra, que vai abrir a semana da arte na capital portuguesa, reúne 20 obras inéditas produzidas ao longo do último ano, propondo, através da pintura, a eclosão de um novo estatuto para a imagem da contemporaneidade relacional que se encena no espaço urbano da capital angolana, Luanda. Biografia do autor
Em 2019, Osvaldo Ferreira foi um dos primeiros artistas no território angolano a completar o ensino superior em Artes Visuais (Instituto Superior de Artes -ISARTES). Desde 2020, é representado pela galeria de arte THIS IS NOT A WHITE CUBE, em Luanda, em Lisboa e internacionalmente. Como resultado desta parceria, a sua visibilidade tem vindo a crescer não só em África, mas mundialmente. Nomeadamente, o seu trabalho foi recentemente integrado em mais de 20 colecções por todo o mundo (Portugal, Angola, Reino Unido, Itália, Israel, Estados Unidos, Espanha, França, Roménia, Índia, entre outros), incluindo importantes fundações. Recebeu ainda uma das distinções mais relevantes no contexto das artes visuais em Angola – o Grande Prémio de Pintura ENSA Art 2020 – e realizou uma mostra individual, em 2021, numa das mais importantes salas de exposição de Luanda – a Galeria Banco Económico.