Ao todo, 51 poetas participam, hoje, no roteiro poético, nas artérias da cidade de Benguela, no âmbito do Dia Internacional da Poesia. “Os poemas de Agostinho Neto são para o Mundo, um monumento histórico, que visam a humanização da própria humanidade, por isso a sua divulgação deve ser uma tarefa permanente”, defendeu, acrescentando que numa data em que se comemora o Dia Mundial da Poesia é inevitável lembrar Neto e outros escritores nacionais, com destaque para Adriano Botelho de Vasconcelos e António Jacinto.
A 33.ª edição do Festival de Artes de Macau volta a ter lugar, pela primeira vez desde o início da pandemia da Covid-19, entre os dias 28 de abril e 28 de maio. O festival irá a contar com a presença de artistas estrangeiros, sendo o destaque dado à Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, que fará uma homenagem a Sophia de Mello Breyner Anderson. O festival conta com 20 programas no âmbito do Festival Extra e com a disponibilização de 46 atividades culturais.
Esta edição, dedicada ao tema “A Longa Viagem Artística”, será aberta com a “A Sagração da Primavera”, um espetáculo de dança por Yang Liping e será encerrada com uma peça de teatro “Oh, Que Arraial” pelo grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, que comemora o seu 30.º aniversário. Nesse mesmo sentido, os 20 programas previstos incluem vários tipos de manifestação artística, desde o teatro, ópera chinesa, dança, música e as artes visuais.
Orçamentado em 22 milhões de patacas, para além dos espetáculos e exposições paralelas, soma ao total 46 atividades que vão desde sessões com os artistas, visitas aos bastidores, conversas pré-espetáculo, palestras, workshops, exposições e projeções de espetáculos internacionais. Os bilhetes para o festival estarão à venda a partir do dia 26 de março, sendo que no dia de abertura, a compra de bilhetes é limitada a um máximo de 10 bilhetes por espetáculo por pessoa. Estão previstos descontos na aquisição de bilhetes, nomeadamente de 30% na compra antecipada de bilhetes, mediante determinados critérios, de 26 de março e 2 de abril, e de 20% a partir do dia 3 de abril de 2023.
O filme “Sambizanga”, da cineasta Sarah Maldoror, será exibido, sexta-feira, às 18h00, no Auditório Pepetela, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda, inserido na segunda temporada do Cinéfilos & Literatus, numa iniciativa da Associação Amigos da Sarah Maldoror e Mário Pinto de Andrade, em parceria com Camões e Associação Kino Yeto. O filme a ser exibido visa homenagear a cineasta e defensora dos direitos humanos Sarah Maldoror, sendo uma figura de destaque no cinema angolano e africano.
“Sambizanga” é uma longa-metragem baseada no livro “A Vida Verdadeira de Domingos Xavier”, do escritor e nacionalista José Luandino Vieira, com o roteiro do escritor Mário Pinto de Andrade.
O livro retrata a história de Angola no ano de 1961 à volta de Domingos Xavier, um activista revolucionário angolano, que é preso pela polícia secreta portuguesa e posteriormente levado a prisão de Sambizanga, onde acaba por ser submetido a um interrogatório e torturado para extrair os nomes dos seus companheiros que lutam pela Independência de Angola.
O livro “O Bebedor de Horizontes”, do escritor moçambicano Mia Couto, chega hoje ao mercado norte-americano, com o selo da Farrar, Straus and Giroux, que editou os outros dois volumes da trilogia “As Areias do Imperador”.
Vai decorrer, no dia 16 de março, a segunda sessão do ciclo de cinema moçambicano no âmbito da “Moçambi-Cá – Exposição de artistas plásticos de Moçambique”. Os documentários “Karingana – The Dead Tell no tales” (Os mortos não contam histórias) e “Sonhámos um País” poderão ser vistos no auditório da UCCLA, a partir das 16 horas.
A próxima sessão terá lugar no dia 30 de março, com o documentário “Ngwenya, o Crocodilo”, que traça um retrato espiritual e artístico do pintor moçambicano Malangatana.
“Karingana – The Dead Tell no tales” (Os mortos não contam histórias) Direção de Inadelso Cossa Produção de Lara Sousa Ano: 2020 Após 30 anos no exílio da morte e do esquecimento, Nkomba Yengo regressa à sua aldeia natal para ouvir as histórias fantásticas do velho Yamba, mas encontra-o surdo e mudo, e numa aldeia em amnésia e traumatizada pela Guerra Civil. Nkomba percebe que não tem mais ninguém para lhe contar histórias a não ser o cinema.
“Sonhámos um País” Realização: Camilo de Sousa, Isabel Noronha Género: Documentário, 70 minutos Ano: 2019 Documentário biográfico de Camilo de Sousa e Isabel Noronha, estreado no Doclisboa, em 2019 O reencontro de dois camaradas. No início dos anos 70, Camilo de Sousa saiu de Lourenço Marques, Moçambique, andou pela Europa, juntou-se aos guerrilheiros da Frelimo e tornou-se cineasta. Hoje, a viver em Portugal, regressa a Moçambique para reencontrar dois camaradas de armas. Com Aleixo Caindi e Julião Papalo ele rememora tempos antigos, quando a alegria da libertação deu lugar aos tempos negros em que a procura do ‘homem novo’ veio destruir os sonhos e as ilusões de um país.
O governador da Província do Namibe, Archer Mangueira, apresentou na quarta-feira, 8, na cidade de Moçâmedes, o livro fotográfico com o título “Namibe aos meus olhos”, com o objectivo de promover as potencialidades turísticas daquela região do país. A obra de 291 páginas faz retrato da Província em imagens, onde se destacam as paisagens e encantos turísticos do Namibe. Ao presidir a cerimónia de lançamento da obra, o ministro da Cultura e Turismo, Filipe Zau, considerou o livro fotográfico como uma viagem pelos cinco municípios da província do Namibe, através de uma plêiade de boas fotos sobre a realidade factual das culturas das gentes que vivem na província, a flora e a fauna, os edifícios coloniais, as pinturas rupestres, o exotismo do parque do Iona, dentre outras potencialidades turísticas da província.