Dez 02

Bel Neto apresenta outras formas de escrever poesia

A poetisa Bel Neto, conhecida declamadora e fazedora de Spoken Word, lança amanhã o seu primeiro poemário intitulado “Outras formas de pôr na grafia”, a partir das 16h30 minutos, na Mediateca de Luanda (Largo das Escolas).
A autora revela no comunicado que o seu livro é a inscrição de outras maneiras de colocar as palavras, um lugar onde a mulher dá espaço e voz aos seus órgãos íntimos, com poemas e prosas que acasalam números e letras, e uma singularidade poética evidenciada.
Bel Neto nasceu a 20 de Setembro. Licenciada em Língua Portuguesa e Comunicação, possui projectos sociais ligados ao empoderamento feminino, literatura infantil e inclusão. Tendo a preocupação de transmitir nas suas ideias todos os mundos que inventa dentro dela, acredita que a escrita fez dela uma mulher engajada e escrever é uma excelente forma de sacudir o pó da alma, por isso, vê com bons olhos o surgimento de mais escritoras, quando questionada sobre o assunto.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 30

Vida e obra de Neto retratadas em exposição

A União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) inaugura, hoje, às 16h30, a exposição colectiva “FENACULT 2022 – edição Especial Centenário do Dr. António Agostinho Neto”, no Salão Internacional de Exposições (Siexpo), em Luanda.

Vinte artistas participam nessa mostra multidisciplinar, que congrega 40 obras, entre pintura, escultura, tecelagem, cerâmica, desenho e instalação. Entre os participantes, Mpambukide, Dito Pacheco, Zeca Lukombo,  Jorge Gumbe, Van, Bastos Galiano, Álvaro Cardoso, Jacinto Coutinho, Pedro Tchivinda, Odali, Fineza Teta, António Aguiar, e os membros da Brigada Jovem de Artes Plásticas.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 29

Lançamento do livro “Momentos e Outras Histórias” de Carlos Vieira na UCCLA

O autor Carlos Santa Rita Vieira estreia-se, na poesia, com a obra “Momentos e Outras Histórias” que será lançada no dia 30 de novembro, às 18 horas, no auditório da UCCLA. Poemas que refletem as flutuações da vida, as origens, os caminhos e os tempos vividos.

O livro, que tem a chancela da Rosa de Porcelana Editora, será apresentado por Luísa Ferro Ribeiro, e contará com a participação de Carlota de Barros, Heloisa Monteiro, Luís Lobo e Regina Correia.

A apresentação do livro será transmitida em direto através da página do Facebook da UCCLA em https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

Fonte: UCCLA

Nov 28

Ancestralidade africana em exposição na Bahia

Uma exposição de artes intitulada “Bahia África do Lado de Cá”, da autoria da artista brasileira Annia Rizia, foi inaugurada na Casa da Cultura de Angola, na cidade brasileira da Bahia.
A exposição de artes, que conta com o apoio da Embaixada de Angola no Brasil, reúne um conjunto de obras de pintura em aguarelas e esculturas que representam a interpretação de várias regiões de África, destacando-se entre elas a máscara Lunda chokwe, Mwana pwo.

A exposição, que evoca, igualmente, símbolos da ancestralidade africana para a contemporaneidade periférica dos grandes centros urbanos do Brasil, através de acessórios e estética usada por jovens afro-descendentes, tem como curador Benjamim Sabby, director da Casa de Angola no Brasil, e ficará patente até ao dia 20 de Dezembro do ano em curso. Escultora, desenhadora, pintora, ilustradora, pesquisadora e escritora, várias vezes premiada internacionalmente, Annia Rizia nasceu na cidade de Salvador.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 25

Exposição “Para um novo amanhã”

A galeria JAHMEK CONTEMPORARY ART, instalada no Hotel Globo, inaugura hoje a exposição colectiva intitulada “For A New Tomorrow” – para um novo amanhã, sob curadoria de Mehak Vieira.

A exposição terá a participação de 5 jovens artistas emergentes com menos de trinta anos, respectivamente Irene A’mosi, Magno Daniel, Hélder Garcia, Lilianne Kiame, Resem Verkron. “Sentei para falar com 5 artistas que estão preparados e equipados para a contínua expansão da estória – e da história – que são as Artes Visuais em Angola.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 24

Filme Nossa Senhora da Loja do Chinês arrebata prémio em França

O filme nacional “Nossa senhora da loja do chinês”, produzido pela Geração 80 foi premiado, no último final de semana, na 42.ª edição do “Festival Internacional Du Film D’amiens (FIFAM)”, em França.
O filme retrata a história de um comerciante chinês que traz para um dos bairros de Luanda uma singular imagem de plástico sagrado de Nossa Senhora, uma mãe enlutada a busca da paz. Um barbeiro atento inicia um novo culto e um jovem desorientado busca vingança por seu amigo perdido.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 23

Luanda acolhe Festival de Cinema Pan-Africano

Mais de 50 filmes de diversos países de África poderão ser vistos durante a primeira edição do Festival Internacional de Cinema Pan-Africano de Luanda, que abre hoje, às 18h00, no Anfiteatro Wyza, na Fundação Arte e Cultura
Para a abertura, a organização agendou a apresentação de dois filmes, uma curta-metragem de ficção, intitulada “Dorlis”, e uma longa-metragem, “A viagem de Talia (Le Voyage de Talia)”. Os filmes serão exibidos em diversos locais da cidade, como na Mediateca de Luanda, no Salão do Sahara, em Viana, e na Mediateca do Cazenga.    

Segundo o cineasta Filipe Jaime, de nome artístico “Ne Kunda Nlaba”, esta primeira edição só é possível devido aos apoios prestados por diversas instituições que acreditaram na beleza e capacidade da produção cinematográfica africana, sendo a edição inaugural Angola, por já existir vários festivais de cinema pan-africano que se realizam em vários pontos do mundo.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 22

Angolana vence prémio internacional em Engenharia Química e Biotecnologia

Desde pequena, Teresa Matoso Manguangua Victor sonhou ser uma engenheira química competente, para homenagear o pai, Neves Manguangua, já falecido. O progenitor pertenceu à extinta fábrica inglesa Richitt & Colman Angola LDA, que, nas décadas de 70 e 80, produzia perfumes, cosméticos e produtos de higiene.

Mesmo na brincadeira com as amigas, a menina já afirmava que, um dia, trabalharia numa indústria de nível mundial. “Elas riam-se de mim e achavam-me maluca, uma vez que era filha de um simples funcionário”.

Ao longo dos anos, Teresa mostrou para as amigas que elas estavam completamente equivocadas, porque a menina destemida ganhou uma bolsa de estudo da Organização de Pioneiros Angolanos (OPA). No dia 25 de Outubro de 1984, com apenas 13 anos, embarcou para Cuba.

Essa viagem começou a desenhar melhor a realização de um grande sonho da adolescente, que era ser formada em Engenharia Química. Em Cuba, instalou-se na Ilha da Juventude, onde ingressou na Escola Saidy Vieira Dias Mingas, no âmbito da cooperação bilateral existente entre Angola e aquele país caribenho.

No primeiro ano em Cuba, Teresa foi matriculada na Escola Secundária Básica de Ensino e Campo, tendo concluído esta fase da formação, em 1987.

Quando termina a primeira fase de formação, começou a frequência do ensino médio de Educadora de Circuito Infantil, no Instituto Politécnico Pedagógico “Frank País Garcia”, onde terminou, com uma média de 95/100 valores, em 1991.

Teresa Victor sempre se notabilizou pela excelência no meio de tantos estudantes, por isso, um ano depois de ingressar no ensino médio, isto é, em 1988, frequentava, em simultâneo, o Pré-universitário em Ciências Físicas, na Faculdade Obrera y Campesina “Capitán Orestes Acosta Herrera”, em Santiago de Cuba.

“E neste instituto pré-universitário, matriculei-me apenas nas disciplinas de Matemática, Química, Física e Biologia, com excepção das cadeiras sociais, porque tínhamos a liberdade de fazer essas escolhas”, esclareceu a engenheira química.

Teresa Victor terminou a formação pré-universitária com 98,6/100 valores. “O meu foco ali era mesmo só estudar. Jurei para mim mesma que voltaria a Angola com um diploma de mérito, para ser entregue ao meu pai”, explicou, visivelmente emocionada.

Infelizmente, o destino traiu Teresa e a promessa de entregar o diploma ao grande motivador, que foi o pai, não se realizou. Neves Manguangua morreu, na madrugada de 3 de Dezembro de 1989, com 46 de anos.

“O meu pai estava em casa, sentado com os meus irmãos, quando uma bala incendiada, surgida do nada, encravou-o ali mesmo. E, infelizmente, até agora não conseguimos saber de onde saiu aquele disparo”, disse, vertida em lágrimas.

Esse momento de luto, foi duro para Teresa, por ter estado distante da família. Como não suportava viver sem essa mágoa, decidiu, em 1991, regressar ao país e visitar o lugar onde está enterrado o pai.

No país, Teresa Victor permaneceu até 1994, altura que regressou a Cuba e ingressou no Instituto Superior Pedagógico “Enrique José Varona”, para fazer licenciar-se em Pedagogia, na especialidade de Química.

Novo desafio em Londres

Enquanto frequentava o ensino superior, Teresa engravidou do primeiro filho, actualmente tem 27 anos. Apesar da gestação e distância da família, continuou a estudar e, no terceiro ano do curso, em 1997, ganhou outra bolsa de estudo do Governo angolano para a Inglaterra.

“Quando cheguei a Inglaterra, não podia logo ingressar à Faculdade, porque tinha de aprender o inglês”, esclareceu, para adiantar que, no ano seguinte, entrou para a Universidade de Northumbria.

Explicou que, após a formação em inglês, entrou para o segundo ano do curso de Engenharia Química, uma vez que, em Cuba, já tinha frequentado o terceiro ano de Pedagogia em Química.

Em 2001, Teresa Victor realiza o tão almejado sonho de se licenciar em Engenharia Química. Após a Universidade de Northumbria, na Inglaterra, ajudar a tornar esse desejo realidade, a mulher deu um novo passo na vida: casar.

Mas, não só teve a graça do casamento. Em função do excelente aproveitamento na Universidade, foi-lhe atribuída, pelo Engineering and Physical Sciences Research Council (EPSRC), UK e European Research Council, a oportunidade de prosseguir com a formação superior em Química.

Mestrado em Newcastle

Depois de ter aceite o convite para prosseguir os estudos, a recém-casada e mãe de dois meninos, ainda pequenos, na altura, frequentou e conclui o mestrado em Engenharia Química sustentável, na Universidade de Newcastle Upon Tyne, entre 2003 e 2004.

Já alicerçada no campo académico, a mulher, sempre com boas referências, decidiu fazer o terceiro filho, desta vez, nasce-lhe uma menina, em 2004.

“E como não queria desperdiçar a bolsa da Universidade nem o meu tempo, apesar do parto fresco, comecei o curso de doutoramento, num projecto de pesquisa e desenvolvimento na intensificação da produção de antibióticos, usando polímeros micro-porosos”, esclarece. Este projecto, segundo Teresa Victor, era multidisciplinar, uma vez que envolvia, entre outras, as áreas de Engenharia Química e Biotecnologia. E fê-lo assim, por, durante a trajetória académica, ter criado um material inerte microporoso com alta hierarquia estruturada dos poros, elastómera com alta permeabilidade e com capacidade de adsorção de partículas e absorção de líquidos e gases. 

Duas patentes

O material inventado pela engenheira química angolana, resultou em duas patentes, sendo a primeira denominada “Process for preparing a functionalized polyHIPE polymer” (Processo para preparar um polímero poliHIPE funcionalizado) e tem aplicação na saúde, na questão da imobilização de células e microrganismos.

Esta patente pode ser usada em Engenharia, na produção de antibióticos, proteínas e enzimas, respectivamente, assim como é, ainda, útil na área do ambiente, para a separação de partículas, em caso de derrame de petróleo bruto e na mitigação dos seus efeitos no meio ambiente.

Quanto à segunda patente, desiganada “Synthetic symbiotic system as soil additives to deliver active” (Sistema simbiótico sintético como aditivos do solo para fornecer ativos), explicou que é direcionada para a área da agricultura e no melhoramento qualitativo de solos, rios e lagos poluídos, daí ser chamado de projecto multidisciplinar.

Depois de vários trabalhos de investigação, Teresa Victor defendeu o doutoramento em Engenheira Química, no dia 25 de Novembro de 2008, pela Universidade de Newcastle uponTyne, na Inglaterra.

Fruto do percurso brilhante como estudante, Teresa trabalhou, por cinco anos, na mesma Universidade, no Departamento de Engenharia Química e Materiais Avançados, como Pesquisadora Associada, num projecto financiado pela União Europeia.

Pelo mesmo período de tempo, a pesquisadora angolana trabalhou, também, na multinacional Nutriss, Lda, onde ocupou a função de engenheira de Desenvolvimento no Processo de Startp.

Regresso e contributo ao país  

Depois de quase 20 anos fora de Angola, Teresa Victor decide regressar ao país, em 2019, para dar o seu contributo no desenvolvimento no mundo da investigação, principalmente, nos sectores da Saúde e Ambiente.

Por isso, tão logo chegou decidiu apresentar um projecto ao Ministério da Saúde, a fim de apoiar a investigação das novas estipes da Covid-19 e outros microrganismos. Três anos depois, infelizmente, até ao mo-mento, não foi recebida pela titular da pasta!

O convite, em função da brilhante trajectória académica e investigativa, chegou do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), onde lecciona as cadeiras de Cálculo de Reactores, Engenharia de Processos e Termodinâmica II.

A par da docência, Teresa exerce, também, as funções de investigadora principal dos Projectos de Intensificação de Agro-Processos, Valorização dos Resíduos de Café como Alternativa para a Fertilização dos Solos–FUNDCIT. Distinguida pela Sociedade para Redes Científicas Fruto da multidisciplinariedade do seu trabalho, o percurso de Teresa foi levado em consideração. Por essa razão, no dia 3 de Julho, a engenheira química foi galardoada com o Prémio Internacional de Melhor Investigadora nas áreas de Engenharia Química e Biotecnologia, pela Sociedade Internacional para as Redes Científicas (Internacional Society for Scientific Network ISSN) e pelo Congresso Internacional para a Ciência e Tecnologia, em cerimónia ocorrida, em Tiruchirappalli tamail Nadur, cidade da Índia.

Teresa pretende continuar a dar aulas na área de Química, para incentivar os estudantes a investigar cada vez mais. “Na verdade, o que me daria mais prazer é usar o meu doutoramento no apoio ao sector da Saú-de, Ambiente e Agricultura, principalmente, na investigação dos diferentes micro-organismo que causam várias doenças e estragam o cultivo, bem como produzir antibióticos que destruam esses micro-organismos”, rematou.

Fonte: Jornal de Angola

Nov 21

Ndongo199- Embaixada criativa com exposição de Ana Silva

A inauguração oficial do “Ndongo199- Embaixada Criativa”, um espaço que promete agregar artistas e criativos em prol da cultura angolana, com a exposição “Eu não preciso de flores” de Ana Silva.
O “Ndongo199 – Embaixada Criativa” denomina-se como uma estrutura onde as artes visuais, o design e a literatura partilham o mesmo espaço, a favor do mercado criativo.
A missão desta nova casa, na baixa de Luanda, é acrescentar valor à cultura e à economia local, para além de trabalhar com criativos de várias áreas, que têm como foco, cultivar alternativas à realidade sócio-política angolana; propondo assim, possibilidades construtivaspara novos caminhos a seguir no país e no continente.
A artista que inaugura o espaço é Ana Silva, um regresso após quase dez anos sem expor obras em Angola. “Eu Não Preciso de Flores” dá título ao trabalho com peças em que ela usa uma tapeçaria de fotografia, pintura e bordados para tecer juntos um mundo assombrosamente belo.

Fonte: Jornal de Angola

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