A intensa musicalidade no interior da família, a herança dos nobres ensinamentos do tio, o carismático Liceu Vieira Dias, e o recurso à poesia de intervenção, absorvida, fundamentalmente, nas tertúlias com escritores nacionalistas da Casa dos Estudantes do Império, constituem aspectos de envolvência sociológica, que explicam o processo de formação da personalidade artística de Ruy Mingas.
Vários artistas africanos vão-se juntar num concerto solidário para angariar fundos para combater a covid-19. Entre os nomes convidados pela organização internacional One Africa Global, está a angolana Nsoki,. Também poderá ver ao vivo Davido, Tiwa Savage, Sarkodie, Tekno e Artist BM, entre outros artistas. O show vai decorrer no dia 31 de Maio, Domingo, a partir das 19h00. Poderá assistir gratuitamente ao concerto através do Youtube e Facebook da One Africa Global.
“Ar Condicionado”, a primeira longa-metragem de ficção realizada por Fradique, continua a não passar despercebido no panorama cinematográfico mundial, sendo um dos filmes seleccionados para o festival online “We Are One – A Global Film Festival”. Este festival de cinema é uma iniciativa do Tribeca Film Festival, em parceira com o Youtube e outros grandes festivais internacionais da sétima arte como Sundanace, Cannes, Toronto, Roterdão entre outros. Com acesso gratuito em todo mundo, o festival vai decorrer durante 10 dias e poderá ser visto no Youtube. A estreia de “Ar Condicionado” acontece no sábado, dia 6 de Junho, às 16h45 (hora de Luanda), sendo que o filme ficará disponivel gratuitamente na plataforma durante sete dias.
Um quadro de um pintor português radicado no Canadá que retrata o meio rural e a agricultura em Portugal foi reconhecido num concurso de uma galeria online de Nova Iorque. “A pequena agricultura era a forma de subsistência de muitas pessoas em Portugal. Produzia-se para consumo próprio e muitas das vezes os excedentes eram vendidos ou trocados por outros produtos. Assim e em especial nas pequenas aldeias, as pessoas carregavam esses mesmos produtos apregoando pelas ruas o que vendiam”, afirmou Paulo Delgado, de 49 anos. O quadro ‘Limões’ do pintor natural de Tomar (distrito de Santarém), no Canadá desde 2010, foi reconhecido na categoria ‘Prata’ no concurso internacional ‘Spring Edition Contest’ é organizado pela Awesome Art Prizes reconheceu 10 obras. O autor sublinhou que este seu trabalho “é baseado na etnográfica de um passado recente em Portugal” destacando que a “geometrização do fundo e as cores fazem sobressair a figura do primeiro plano” e ajudam a transmitir a calma dos pequenos lugares.
Um total de 469 peças museológicas ligadas ao acervo de Cabinda, que evidenciam os costumes dos povos dos reinos de Ma-kongo, Mangoyo e Ma-loango, estão patentes no Museu Regional naquela província.
De acordo com a directora do Museu Regional de Cabinda, Maria Dias, os especialistas do sector continuam a trabalhar em pesquisas de peças arqueológicas com valor histórico, para fazer parte do acervo do museu.
Para além das peças expostas, o museu possui, em depósito, peças por identificar e classificar.
Criado desde 18 de Maio de 1986, sofreu várias modificações, com a inclusão de mais salas de exposição, de reuniões e estudos arqueológicos e pesquisa, para além de gabinetes que oferecem à direcção e aos trabalhadores melhores condições.
A Fundação Troufa Real-Ukuma e toda a sua equipa enviam os mais calorosos parabéns ao Professor Arquitecto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, neste dia de aniversário, com desejo de boa saúde e vida longa.
André Mingas, se estivesse vivo, completaria ontem 70 anos. Em alusão ao seu 70º°aniversário, Ary, Kizua Gourgel, Toty Sa’med, Selda, Yoxi e Paulo Flores juntaram-se ontem para um tributo musical. O concerto, com a duração de 180 minutos, começou às 17 horas e foi transmitido na página oficial do músico e compositor (André Mingasoficial), juntando seis vozes de diferentes componentes musicais.
O músico e compositor angolano faleceu no dia 11 de Outubro de 2011, em São Paulo, Brasil, aos 61 anos. André Mingas é considerado um dos artistas da geração de ouro da música angolana, a par de Teta Lando, Filipe Mukenga e Waldemar Bastos. O seu primeiro álbum, “Coisas da Vida”, foi lançado há mais de 30 anos, mas continua ainda hoje a ser uma das referências musicais angolanas, misturando os ritmos locais com o jazz e o rock. Entre os seus trabalhos mais conhecidos está a música “Mufete”, considerado um hino à reconciliação e dos grandes êxitos da música urbana angolana. O músico e compositor é o autor dos álbuns ‘Coisas da Vida’ e ‘É Luanda’. Suas músicas e letras expressam o amor, valorizam a mulher angolana e relatam a realidade da vida com forte sentido de paz e fraternidade.
A par da música, André Mingas, arquitecto de formação, dedicou parte da sua vida à política, tendo nos últimos anos da sua vida exercido o cargo de cônsul de Angola em São Paulo, Brasil.
A história dos Murais da Leba ultrapassou fronteiras. As “serpentes” da Serra da Leba captaram a atenção do cineasta brasileiro Juca Badaró que decidiu fazer um documentário sobre o processo que deu cor às paredes da serra. As “serpentes” da Leba começaram a ser pintadas em Agosto de 2015. O projecto, que tinha como objectivo assinalar os 40 anos da Independência Nacional, tornou-se numa verdadeira obra de arte. As paredes da serra, que tem cerca de dois mil metros de altitude e 18 quilómetros de distância, foram pintadas por 40 artistas plásticos de Angola, Portugal, Brasil, África do Sul, Cuba e Moçambique.
O documentário “As Cores da Serpente”, gravado em Angola e lançado no circuito comercial de cinema no Brasil, em Março do ano passado, foi seleccionado para concorrer ao Grande Prémio do Cinema Brasileiro 2020, que é realizado, este ano, na cidade de São Paulo. Realizado pelo jornalista e cineasta brasileiro Juca Badaró, o filme narra a trajectória de um grupo de artistas angolanos que realizou uma grande intervenção de grafite a céu aberto na Serra da Leba, estrada nacional que liga as províncias do Namibe e Huila. “As Cores da Serpente” que contou com edital de distribuição da Agência Nacional de Cinema (ANCINE) do Brasil, tornou-se o primeiro documentário realizado em África a entrar no circuito comercial de cinema daquele país sul-americano.