O projecto Photo Camp da National Geographic realizará, pela primeira vez, em Cabo Ledo, Luanda, um workshop de fotografia. A iniciativa da Fundação Lisima, responsável pela implementação do Projecto de Vida Selvagem do Okavango da National Geographic em Angola, que decorrerá de 9 a 13 de Novembro deste ano. Para esta primeira edição, foram seleccionados jovens, entre os 18 e os 25 anos, com interesse em fotografia, mas que não têm oportunidade para adquirir uma câmara profissional ou aprofundar conhecimentos na área. O grupo é composto por rapazes e raparigas, das cidades de Luanda, Luena, Cuito e Menongue, que aprenderão diferentes técnicas num workshop orientado pelos exploradores da National Geographic, Jahawi Bertolli, Federico Pardo, Kerllen Costa e Mauro Sérgio, estes dois últimos de nacionalidade angolana.
O projecto “Cultura Digital” arranca, hoje, às 19h00, no Elinga Teatro, na Baixa de Luanda, com a apresentação de uma Live Mapping (mapeamento ao vivo) com pintura ao vivo. A iniciativa da Alliance Française termina no dia 30 do mês em curso, com o encerramento da exposição “Livelyy”. Os artistas Jacques-André Dupont Castro e Oksanna Dias vão ter a honra de mostrar os seus talentos pintando ao vivo. O primeiro artista é franco-colombiano e navega nos campos digitais, da performance e das artes gráficas, enquanto a segunda, de nacionalidade angolana, é multidisciplinar e com mais de cinco anos de experiência. De acordo com a organização, a actividade vai acontecer em dois espaços culturais diferentes, nomeadamente o Elinga Teatro e a Fundação Arte e Cultura. Hoje, das 9h00 às 17h00, vai estar patente a exposição denominada “Livelyy” (papel de parede animado) que vai ficar aberta ao público até ao dia 30 deste mês em curso. As oficinas criativas serão ministradas em espaços diferentes, durante três dias, com o arranque previsto para o dia 14 deste mês, às 10h00, na Alliance Française, e no dia 15 realizar-se no Centro de Animação do Cazenga (ANIM’ARTE). No dia 20 do mês em curso, encerram as oficinas criativas, na Fundação Arte e Cultura.
Terá lugar, no dia 7 de novembro, às 18 horas, o lançamento da quarta edição da obra “História de Angola – Da Pré-História ao Início do Século XXI” da autoria de Alberto Oliveira Pinto, no auditório da UCCLA.
A obra, com a chancela da Guerra & Paz Editores, será apresentada por Jean-Michel Mabeko-Tali, Professor da Harward University.
É a primeira e única História de Angola escrita em 50 anos de Independência de Angola.
Biografia do autor:
Alberto [Manuel Duarte de] Oliveira Pinto nasceu em Luanda, Angola, a 8 de janeiro de 1962. É Doutor (2010) e Mestre (2004) em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), onde colaborou como docente no Departamento de História. Lecionou, igualmente, noutras universidades portuguesas e também em universidades estrangeiras na qualidade do professor convidado. Presentemente é investigador da Universidade de Lisboa. É autor de diversos romances e livros ensaísticos sobre a História de Angola, tendo ganho por duas vezes o Prémio Sagrada Esperança: em 1998, com o romance Mazanga, e em 2017, com o livro de ensaios Imaginários da História Cultural de Angola. O seu maior êxito foi História de Angola. Da Pré-História ao Início do Século XXI, primeira experiência no género em 40 anos de Independência de Angola, publicado em primeira edição em 2016 e agora em 4.ª edição. Desde 2018, coordena o Curso Livre História de Angola da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, de que decorre a série do Youtube Fragmentos da História de Angola, com Anabela Carvalho. Em 2021, criou com o filho, João Alberto Freire de Oliveira Pinto, igualmente no Youtube, o programa de sucesso Lembra-te, Angola.
Prémio Nacional de Cultura e Artes 2024, promovido pelo Ministério da Cultura da República de Angola, homenageou destacados artistas, investigadores e especialistas que contribuem para o fortalecimento e preservação da identidade cultural angolana.
Obra premiada na categoria de Música: Dionísio Rocha foi celebrado por sua trajetória musical, que enriquece o repertório cultural angolano e aproxima gerações por meio de suas composições e pesquisa sobre a música nacional.
DIONÍSIO PATROCÍNIO NOGUEIRA DA ROCHA, mais conhecido como DIONÍSIO ROCHA, nasceu em Benguela, Angola, a 26 de agosto de 1945. Iniciou a sua carreira em 1950 sob orientação do músico, compositor, professor de canto e dança e humorista Moisés Mulambo, nas récitas do bairro Benfica, na sua cidade natal, em companhia de Fernando Rá, Timóteo, Paulo Augusto, Ratinha, os Pacavira, os Benchimol e outros mais. Em 1957-58, em Luanda, integrou o Botafogo, onde sob a batuta de Efigénia Mangueira, Aristides Van-Dúnem e Armando Correia de Azevedo participou em actividades ligadas ao teatro, poesia, canto e dança.
O vencedor do Prémio Imprensa Nacional de Literatura 2022, Luamba Muinga, lança, no próximo dia 6 de Novembro, em Luanda, uma obra sobre Escritos Paliativos. O livro é uma colectânea composta por 17 contos que exploram a vida de personagens que se deparam com a constante necessidade de acolhimento. Entre os temas abordados em “Escritos Paliativos” estão a solidão, a luta pela sobrevivência, as relações familiares e o exílio. Luamba Muinga é curador de arte, pesquisador cultural e escritor. A produção literária teve início através da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, porém consolidou-se na prosa, onde explora a intersecção entre a memória e a análise das narrativas históricas, pessoais e políticas.
O estilista angolano Dizzy Diddy, residente há mais 25 anos nos Estados Unidos, foi distinguido melhor empreendedor de moda do ano, edição 2024, dos prémios Afro Awards, em Hollywood, cidade de Los Angeles. Dizzy Diddy referiu ainda que os trabalhos artísticos desenvolvidos nos EUA, têm ajudado a dar maior visibilidade às comunidades africanas, em Los Angeles. Para o estilista, a abordagem na moda é combinar a responsabilidade social com o entretenimento. O criador angolano revelou, que o prémio é uma honra para os angolanos, que vê mais um dos seus filhos a ser distinguido num dos melhores mercados da moda e das artes do mundo. “Esse reconhecimento não é apenas pelo meu trabalho, mas representa o esforço colectivo de todos que acreditam em um futuro melhor para as nossas comunidades na diáspora”. Natural de Luanda, Dizzy Diddy cresceu nos bairros Hoji-ya-Henda e Operário. Viveu a infância e grande parte da adolescência em França e nos Estados Unidos. O primeiro trabalho discográfico da carreira, “Dizzillumination”, com 10 faixas, foi lançado em 2014. Depois de se destacar no panorama musical no país, através do Angola Music Awards, edição 2016, em que foi o vencedor na categoria “Músico Mais Popular da Internet”, Dizzy Diddy lançou o novo CD “Afro-Trap Kumbela”, uma fusão de afro-beat, com o trap, no mesmo ano. Lançou em Los Angeles, no ano de 2008, a marca de moda “Felifeli”. Quatro anos depois recebeu convite para participar no desfile de moda em Paris, no “Paris Fashion Week”, onde apresentou a colecção “Felifeli”, na presença dos mais conceituados agentes da indústria mundial da moda.
Uma exposição de 28 obras litográficas e gravuras inéditas do artista plástico espanhol Pablo Picasso foi inaugurada, na cidade do Huambo, uma iniciativa da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), em colaboração com o Reino da Espanha, através da sua embaixada em Angola. A inauguração, que decorreu no Centro Cultural Manuel Rui Monteiro, desde a passada sexta-feira até 20 de Novembro, contou com a presença de artistas plásticos, políticos, académicos, músicos, autoridades tradicionais, jornalistas, poetas, membros da sociedade civil entre outras figuras ligadas às artes. A exposição litográfica e gravuras do artista espanhol Pablo Picasso apresenta duas colecções, sendo a primeira, “O enterro do Conde de Orgaz” e a “Flauta dupla”, pertencentes a Fundação Universitária Ibero-americana (FUNIBER), que emprestou os quadros do pintor espanhol produzidos entre os anos de 1930 a 1968.
A Fundação BAI (FBAI) vai levar o projecto denominado “Mãos, Identidade e Património”, à província do Uíge, no mês de Novembro. O anúncio foi feito durante a realização da primeira conferência sobre os “50 anos de Cultura Nacional: Presente e Futuro”. Tchissola Mosquito disse que o projecto é de olaria e está voltado para as artes antigas. O projecto , reforçou, é uma iniciativa da Fundação BAI com a Associação de Oleiras que se encontra numa aldeia da província do Uíge chamada Zambi. “Tivemos o conhecimento que já existia esta organização de mulheres que trabalham com olaria, por isso decidimos dar-lhe as ferramentas necessárias para que transformassem os seus produtos e de seguida comercializar na província, no país ou em outros continentes”.