Dez 27

Festival de culturas no Brasil incentiva união entre povos

A importância de se fortalecer a ponte cultural entre Angola e a diáspora, de forma a recuperar parte dos valores levados além-fronteiras pelo tráfico de escravos, deve ser uma das prioridades dos criadores nacionais, em especial os realizadores de festivais culturais, defendeu, hoje, em Luanda, o presidente da Associação Globo Dikulo, Orlando Domingos.

Fonte: Jornal de Angola

Dez 26

Homenagem ao 71º aniversário de Leonel Moura

TR pintura em acrílico sobre tela 40×40 estudo para um Holograma
Colonos(es) portugueses á solta Todos contra todos. Oferecido por TR a Leonel Moura “Artista Robótico Curador da Fundação Troufa Real-Ukuma(ANGOLA), Autor Gráfico do Logótipo e Marca Cartaz da primeira Edição do Livro da Fundação, Selos do CTT, Site, Filme Troufa Real para YouTube, vários textos para o Link, Gárgula 3D gêmea LM/TR, para além de partilhar com Azulejos e Obras de Arte para Projectos TR quer em Portugal quer para Angola.

Dez 26

Parabéns, Leonel!

A Fundação Troufa Real-Ukuma e toda a sua equipa enviam os mais calorosos parabéns ao nosso Curador das Artes, Leonel Moura, neste dia de aniversário, com desejo de boa saúde e vida longa.

Dez 24

Votos de FTR-Ukuma

Um Santo e Feliz Natal na companhia da Família, com Saúde, Harmonia, Paz e muita Alegria e um Excelente Ano de 2020!

Dez 23

Colóquio “Relações Portugal – China/Macau – Cultura Ponte de Diálogos”

Vai decorrer no dia 8 de janeiro, o colóquio “Relações Portugal – China/Macau – Cultura Ponte de Diálogos” no auditório da UCCLA, pelas 18h30. Este colóquio – organizado pela UCCLA e com o apoio da Delegação Económica e Comercial de Macau, da Fundação Oriente e do Observatório da China – pretende refletir sobre as relações entre Portugal e a República Popular da China e a interinfluência multifacetada a nível cultural.

Fonte: UCCLA

Dez 20

Lista dos grupos nacionais apurados já é conhecida

Os grupos angolanos seleccionados para a 5ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que se realiza de 3 de Julho a 16 de Setembro de 2020, sob o lema “Angola 45 anos com teatro na promoção da cultura de paz”, já foram anunciados pela organização do festival.

Fonte: Jornal de Angola

Dez 19

Festival de Cinema de Roterdão selecciona dois filmes angolanos

“Não existe luz dentro do espelho”, de Kiluanji kia Henda, e “Ar Condicionado”, realização de Fradique e produção da Geração 80, foram seleccionados para a 49ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão (IFFR), que se realiza de 22 de Janeiro a 2 de Fevereiro.

Fonte: Jornal de Angola

Dez 18

“Natal Especial” da orquestra Estrelas de África

A orquestra sinfónica Estrelas de África promove no próximo dia 22, às 10h00, uma actividade sócio-cultural e recreativa, denominada “Natal Especial”, dedicada a crianças surdas e mudas da Escola Especial do Distrito do Rangel, inserido no projecto “O olhar holístico da arte” (PROHARTE).

Fonte: Jornal de Angola

Dez 17

Lançamento da obra “SE OS MINISTROS MORASSEM NO MUCEQUE” de JOSÉ LUÍS MENDONÇA

Dia 19 do corrente (5ª feira) pelas 19H00, no CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS (Av. de Portugal nº 50), será lançado o romance SE OS MINISTROS MORASSEM NO MUCEQUE do Escritor JOSÉ LUÍS MENDONÇA.

Trata-se de uma versão reformulada do romance “O Reino das Casuarinas”, lançado por José Luís Mendonça, em 2014. Por esse facto, o Autor introduziu na obra a seguinte Nota Explicativa:

“Quando, em 2014, o crítico literário Rodrigues Vaz escreveu a sua recensão sobre o meu primeiro romance “O Reino das Casuarinas” e o chamou de “uma estreia ambiciosa”, disse que efectivamente, este é um romance ambicioso, talvez demasiado ambicioso. José Luís Mendonça quis abarcar nele muitas coisas, demasiadas coisas, e será esse o seu único defeito”.

Acatei o conselho do meu grande amigo Rodrigues Vaz. Voltei a mexer na obra e expurguei-a de muitas cenas e pensamentos que extravasavam sobremaneira o objectivo central da mesma, que era mostrar um período crucial da História de Angola, vivida por um cidadão comum e como a disputa política nesse período afectou dolorosamente uma geração completa de angolanos e mudou para sempre o curso normal da vida do país. Ficou intacta a utopia dos deserdados da Ilha de Luanda. E entram nesta nova narrativa acontecimentos e descrições de factos históricos omitidos na anterior, escrita ainda num tempo de excessiva auto-censura. A nova obra sai com o título inicial que havia criado em Paris, onde a escrevi, de 2010 a 2012 e, como verá quem a ler, está mais enxuta e mais fácil de seguir-lhe o fio à meada”.

Trata-se de um romance histórico com duas histórias narradas em paralelo. A do narrador auto-digético, Nkuku, que conta a sua experiência traumática desde o início da luta de libertação, em 1961, até 1987, e a história da fundação na Floresta da ilha de Luanda de um Reino, cuja população é composta por sete deficientes mentais (vulgo malucos), governados por uma mulher, a Rainha Eutanásia. Segundo o autor, “Parece que virar maluco pode ser uma estratégia de sobrevivência humana perante os lobos do próprio homem. Este livro é uma homenagem a essa classe de sombras que ninguém vê passar no tempo”.

Um dos personagens centrais é o Primitivo, que tenta, em vão, resgatar valores e verdades ideológicas. Outro personagem é o gato Stravinsky, com particulares dotes musicais. A acção desenrola-se em vários cenários, entre a ex-Alemanha Democrática e Angola dos anos 80, na época em que se iniciava a reestruturação da economia angolana, no quadro do Programa SEF (Saneamento Económico e Financeiro). Chamado a dar o seu contributo às teses do SEF, Nkuku, então funcionário do Ministério das Finanças, produz um ensaio intitulado “Se os Ministros Morassem no Musseque”, que lhe valeu ter sido despromovido.

JOSÉ LUÍS MENDONÇA considera que “o registo histórico que a obra fixa é essencial para contrariar o branqueamento do passado, elevando a heróis as vítimas e o homem anónimo”. Considera ainda que “A localização espacial do Romance na Floresta da Ilha é um planfleto contra a destruição ecológica da Ilha de Nossa Senhora do Cabo. É uma homenagem às casuarinas, essas belas árvores coníferas da nossa terra”.

SOBRE O AUTOR
JOSÉ LUÍS MENDONÇA nasceu em Angola, em Novembro de 1955, na Comuna da Mussuemba, Município do Golungo Alto.

Licenciado em Direito, jornalista e poeta. Director e Editor-Chefe do Jornal CULTURA, quinzenário angolano de Artes & Letras.

Tem uma vasta obra de poesia e prosa publicada e já conquistou vários prémios, designadamente, Prémio Sagrada Esperança, em 1981.

Prémio Angola Trinta Anos, em 2005. Prémio Notícias Gerais da Lusofonia – Concurso CNN Multichoice Jornalista Africano, em 2005. Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, pela singularidade do seu estilo e valor cultural das temáticas tratadas, em 2015.

Fonte: Camões/Centro Cultural Português Luanda

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