Mar 30

Carlos Fernandes

Sintra Tech Talks . Carlos Fernandes Diretor GAEM

Link: https://youtu.be/luZfNfv6OIE

Mar 29

Vision of a Stellar Ending

More than 11,000 years ago, a massive, supergiant star came to the end of its life. The star’s core collapsed to form an incredibly dense ball of neutrons, and its exterior was blasted away in an immense release of energy astronomers call a supernova.

The light from this supernova first reached Earth from the direction of the constellation Cassiopeia around 1667 A.D. If anyone alive at the time saw it, they left no records. It is likely that large amounts of dust between the dying star and Earth dimmed the brightness of the explosion to the point that it was barely, if at all, visible to the unaided eye.

The remnant of this supernova was discovered in 1947 from its powerful radio emission. Listed as Cassiopeia A, it is one of the brightest radio sources in the whole sky. More recently, the Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), detected infrared echoes of the flash of light rippling outwards from the supernova.

In the image, the central bright cloud of dust is the blast wave moving through interstellar space heating up dust as it goes. The blast wave travels fast – at about 6% the speed of light. By the time WISE took this image, the blast wave has expanded out to about a distance of 21 light-years from the original explosion. The flash of light from the explosion, traveling at the speed of light, has covered well over 300 light-years. The orange-colored echoes further out from the central remnant are from interstellar dust that was heated by the supernova flash centuries after the original explosion.

The false colors in this image represent different wavelengths of infrared light, which is invisible to the human eye.

Image Credit: NASA/JPL-Caltech/UCLA

Source: NASA

Mar 26

Herança de morte

Lírios em mãos de carrascos Pombal à porta de ladrões
Filho de mulher à boca do lixo
Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas
Assim construímos África nos cursos de herança e morte
Quando a crosta romper os beiços da terra
O vento ditará a sentença aos deserdados
Um feixe de luz constante na paginação da história
Cada ser um dever e um direito
Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança

Amélia Dalomba

Fonte: Jornal de Angola

Mar 25

Mia Couto

Mia Couto é um escritor, poeta e jornalista moçambicano.
Mia Couto, pseudônimo de Antônio Emílio Leite Couto, nasceu na cidade da Beira, em Moçambique, África, no dia 5 de julho de 1955.

Mar 25

Transfiguração

O camaleão (corre)dor
Tem a língua cansada
Já não caça insectos voadores
Perdeu os olhos
De tanta vaidade
Ficou velho de maldade
Agora descansa à sombra
De um imbondeiro
E já não muda de cor
Perdeu a física dos odores
Deixou de ser inteiro.

António Pompílio

Fonte: Jornal de Angola

Mar 24

Pode ser que o mundo acabe na semana que vem

Pode ser que o mundo acabe na semana que vem.
O que é que eu posso fazer senão conhecer até à exaustão
todas as coisas que fazem de ti um verão denso e humífero?

Cantar sem vacilar por exemplo esse teu ar breve de pequena vissapa de luz.

A mim pouco importa o destino do universo
saber se os planetas estão na mão de algum deus subatómico
ou se um meteorito beija a Terra por amor ou por acaso.

Pode ser até que o mundo se acabe na semana que vem.
A mim basta conhecer
uma a uma essas colónias de sede e de êxtase
que o teu sangue construiu com apoteose e presciência
em cada ossatura do teu porte
uma a uma essas luas térreas de sedução
que a savana do teu riso faz refém em cada sequência do teu andamento galáctico.

A mim basta saber que a simples historicidade do teu cio
sempre desenha um pendor de pássaro
na frágil película da minha humanidade.

Pode ser que o mundo acabe na semana que vem.
Macacos me mordam se mesmo assim eu não te levo (ainda hoje)
nos meus ombros a chupar gelado de múcua
para espanto crucial da cidade.

José Luís Mendonça [do livro Esse País Chamado Corpo de Mulher]

Fonte: Jornal de Angola

Mar 23

Tontura

ainda apagam pálpebras de volta à tontura
ainda o sentimento da nossa longa história
a ruína vai da notícia à revolução
palavras mortas nunca mais preenchidas
os rios demorados no sintoma dos países
e tudo passa e o poema indaga
o dia que acontece como uma ruína.

João Tala

Fonte: Jornal de Angola

Mar 22

O tempo . Lopito Feijóo

O tempo é agora

um tempo é sem hora
o tempo senhora!

O tempo é duro
o tempo é puro
é maduro e procuro.

O tempo cura
dura e perdura
o tempo atura.

O tempo nos templos
é tempo de exemplos
e tempo de múltiplos.

O tempo tempera
o tempo de espera
o tempo é quimera.

Há tempo para tudo
com o tempo estudo
um tempo para o tempo!

J. A. S. Lopito Feijóo K

Fonte: Jornal de Angola

Mar 19

Leonel Moura

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