Mai 25

Homenagem ao 98º aniversário de Gonçalo Pereira Ribeiro Telles

A Fundação Troufa Real-Ukuma  e toda a sua equipa enviam os mais calorosos parabéns ao Professor Arquitecto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, neste dia de aniversário, com desejo de boa saúde e vida longa.

Fotografia: António Pedro Ferreira

Mai 25

Concerto musical para André Mingas

André Mingas, se estivesse vivo, completaria ontem 70 anos. Em alusão ao seu 70º°aniversário, Ary, Kizua Gourgel, Toty Sa’med, Selda, Yoxi e Paulo Flores juntaram-se ontem para um tributo musical.
O concerto, com a duração de 180 minutos, começou às 17 horas e foi transmitido na página oficial do músico e compositor (André Mingasoficial), juntando seis vozes de diferentes componentes musicais.

O músico e compositor angolano faleceu no dia 11 de Outubro de 2011, em São Paulo, Brasil, aos 61 anos. André Mingas é considerado um dos artistas da geração de ouro da música angolana, a par de Teta Lando, Filipe Mukenga e Waldemar Bastos. O seu primeiro álbum, “Coisas da Vida”, foi lançado há mais de 30 anos, mas continua ainda hoje a ser uma das referências musicais angolanas, misturando os ritmos locais com o jazz e o rock. Entre os seus trabalhos mais conhecidos está a música “Mufete”, considerado um hino à reconciliação e dos grandes êxitos da música urbana angolana. O músico e compositor é o autor dos álbuns ‘Coisas da Vida’ e ‘É Luanda’. Suas músicas e letras expressam o amor, valorizam a mulher angolana e relatam a realidade da vida com forte sentido de paz e fraternidade.

A par da música, André Mingas, arquitecto de formação, dedicou parte da sua vida à política, tendo nos últimos anos da sua vida exercido o cargo de cônsul de Angola em São Paulo, Brasil.

Fonte: Jornal de Angola

Mai 23

Documentário made in Angola sobre os Morais da Leba nomeado para prémio brasileiro

A história dos Murais da Leba ultrapassou fronteiras. As “serpentes” da Serra da Leba captaram a atenção do cineasta brasileiro Juca Badaró que decidiu fazer um documentário sobre o processo que deu cor às paredes da serra.
As “serpentes” da Leba começaram a ser pintadas em Agosto de 2015. O projecto, que tinha como objectivo assinalar os 40 anos da Independência Nacional, tornou-se numa verdadeira obra de arte.
As paredes da serra, que tem cerca de dois mil metros de altitude e 18 quilómetros de distância, foram pintadas por 40 artistas plásticos de Angola, Portugal, Brasil, África do Sul, Cuba e Moçambique.

Fonte: Ver Angola

Mai 22

Filme sobre Murais da Leba em festival

O documentário “As Cores da Serpente”, gravado em Angola e lançado no circuito comercial de cinema no Brasil, em Março do ano passado, foi seleccionado para concorrer ao Grande Prémio do Cinema Brasileiro 2020, que é realizado, este ano, na cidade de São Paulo.
Realizado pelo jornalista e cineasta brasileiro Juca Badaró, o filme narra a trajectória de um grupo de artistas angolanos que realizou uma grande intervenção de grafite a céu aberto na Serra da Leba, estrada nacional que liga as províncias do Namibe e Huila.
“As Cores da Serpente” que contou com edital de distribuição da Agência Nacional de Cinema (ANCINE) do Brasil, tornou-se o primeiro documentário realizado em África a entrar no circuito comercial de cinema daquele país sul-americano.

Fonte: Jornal de Angola

Mai 21

Casa Museu Óscar Ribas aposta em oficina de arte

A criação de uma oficina permanente para a produção de diversas obras de arte, inspiradas nos trabalhos de investigação de Óscar Ribas, tem sido dos principais desafios da Casa Museu Óscar Ribas, informou a directora do espaço, Maria Fernando de Almeida.
O projecto, criado há dois anos, inclui uma oficina de arte, onde são produzidas peças de teatro, músicas, coreografias, banda desenhada, carpintaria criativa, cerâmica, pinturas e trabalhos com materiais recicláveis.

Fonte: Jornal de Angola

Mai 20

NASA’s Curiosity Rover Finds Clues to Chilly Ancient Mars Buried in Rocks

By studying the chemical elements on Mars today — including carbon and oxygen — scientists can work backwards to piece together the history of a planet that once had the conditions necessary to support life.

Weaving this story, element by element, from roughly 140 million miles (225 million kilometers) away is a painstaking process. But scientists aren’t the type to be easily deterred. Orbiters and rovers at Mars have confirmed that the planet once had liquid water, thanks to clues that include dry riverbeds, ancient shorelines, and salty surface chemistry. Using NASA’s Curiosity Rover, scientists have found evidence for long-lived lakes. They’ve also dug up organic compounds, or life’s chemical building blocks. The combination of liquid water and organic compounds compels scientists to keep searching Mars for signs of past — or present — life.

Despite the tantalizing evidence found so far, scientists’ understanding of Martian history is still unfolding, with several major questions open for debate. For one, was the ancient Martian atmosphere thick enough to keep the planet warm, and thus wet, for the amount of time necessary to sprout and nurture life? And the organic compounds: are they signs of life — or of chemistry that happens when Martian rocks interact with water and sunlight?

In a recent Nature Astronomy report on a multi-year experiment conducted in the chemistry lab inside Curiosity’s belly, called Sample Analysis at Mars (SAM), a team of scientists offers some insights to help answer these questions. The team found that certain minerals in rocks at Gale Crater may have formed in an ice-covered lake. These minerals may have formed during a cold stage sandwiched between warmer periods, or after Mars lost most of its atmosphere and began to turn permanently cold.

Source: NASA

Mai 19

MAIO É BENGUELA 403 ANOS

 

MUKANDA para Benguela, um texto de Ernesto Lara Filho.

Benguela foi a primeira cidade de Angola que teve luz eléctrica, água encanada e telefone. Telefones esses que foram mais tarde levantados para irem servir Luanda. Benguela tinha um grupo de homens que pertencia ao Grémio Luzitânia, que tanto fizeram por ela, que é como quem diz, por Angola. Benguela foi a cidade de onde partiu a ideia da criação de um imposto para a construção de um Palácio de Comércio, que mais tarde deu origem à criação, à construção de outros Palácios de Comércio, espalhados hoje por toda a Angola. Foi a primeira cidade a ter um Jardim-Escola. Benguela, não tendo um campo de aviação em condições, em arrancadas bairristas, de cunho puramente regional, conseguiu, da bolsa particular, fundos para a construção do que é hoje um verdadeiro Aeroporto, o nosso magnífico DOKOTA.
Benguela, a cidade de quem o Governador Marques Mano, falando na Câmara Municipal da cidade, afirmou um dia:”Não se encostam cidades como Benguela a uma parede para se fuzilarem…”
3 – Benguela é uma cidade tão democrática que, antigamente, a Direcção da Associação Comercial ia cumprimentar a Direcção da Associação dos Empregados de Comércio, no dia do aniversário desta e igualmente os empregados retribuíam, quando a patronal festejava o seu. É até uma cidade onde as duas Associações ficam frente uma da outra, e bem perto, uma rua apenas as separa, como que querendo dizer que os revezes da vida por vezes levam os sócios da patronal para a dos empregados, como que a indicar que a vida faz por vezes os homens transitarem de uma para a outra, descendo a ladeira da estrada da existência.
Tão democrática, repito, que o Director do Caminho de Ferro de Benguela vinha de comboio do Lobito, para conferenciar com o Governador do Distrito, trazendo a sua bicicleta no comboio e seguindo para o Palácio de Governo, pedalando debaixo das frondosas sombras das árvores da cidade. Tão democrática, que o Governador, depois de encerrado o expediente, ia para a cervejaria do Madeira jogar os dados com os frequentadores habituais e ali ouvia de perto todas as reclamações dos habitantes. Onde, ao meio-dia, uma peça dava o tiro anunciador da hora, até que um dia, de tão velhinha, rebentou e nunca mais anunciou a hora de largar o trabalho. Onde a Câmara tinha um belo landeau puxado por rica parelha de muares para irem buscar os vereadores para as sessões. Onde havia uma parteira velhinha, Palmira Capela, que pôs tanto menino no Mundo, e acudia pressurosamente noite e dia às parturientes, no seu carrito puxado a mulas. 
4 – Foi Benguela a primeira cidade de Angola a ter um dispensário de puericultura para os nativos. Foi Benguela que, numa arrancada brilhante, construiu um dos maiores hotéis de Angola – o MOMBAKA. Foi Benguela que teve a primeira estação emissora de rádio – o Rádio Clube de Benguela – de toda a Angola. Onde o asfalto se aplicou com antecipação. Onde o Chiquito e o Boy, africanos das famílias mais tradicionais de Angola, davam as suas rebitas de elevada organização. Onde havia homens de fôro de valor e talento superiores da categoria de um Dr. Amílcar Barca Martins da Cruz, Dr. António Durães e Dr. Aguiam. 
5 – Houve uma altura em que, quando o Caminho de Ferro de Benguela estava numa situação financeira muito crítica, no tempo em que era Director Mariano Machado, foi Benguela quem resolveu sugerir e permitir um aumento de tarifas, mas destinando-se esse aumento à compra de material circulante, para o que o valor do aumento das referidas tarifas era separado da receita geral. Onde no dia do aniversário da Implantação da República, 5 de Outubro, se organizavam cortejos cívicos, em que tomavam parte todos os habitantes e autoridades, e iam junto do Governador apresentar cumprimentos para depois dispersar.Benguela, que no tempo do célebre movimento da conversão da moeda se manteve íntegra, sendo preciso vir de Luanda como emissário o velho Joaquim Faria – fundador de “O Comércio” – para se abrirem os estabelecimentos comerciais que se encontravam encerrados há mais de dois meses. 
6 – Benguela de Roberto Silva e do Mário Araújo, pintores. Benguela do Aires de Almeida Santos e Alda Lara, poetas. Do Ralph Delgado, historiador. Do Tadeu Bastos, escritor. Do Gastão Vinagre, do Albuquerque Cardoso – que lá publicou o primeiro jornal desportivo de Angola -, do Américo Aleixo, do Centeno, do Carmona – do monóculo – do Dr. Fausto Frazão, o autor da famosa letra da não menos famosa canção “Coimbra, menina e moça”. Benguela das Pescarias e das Traineiras, da Lupral e das fábricas de conservas, da Metalúrgica do Guerra, que tantas e tantas fábricas de desfibra de sisal construiu. Das fábricas de refrigerantes, da velha Alfândega por onde passaram milhares e milhares de toneladas de borracha, nos primeiros tempos da colonização. Benguela dos dias de São Vapor, em que as carreiras que faziam escala na cidade eram anunciadas, ao chegarem os navios, por um tiro de peça.Benguela da Igreja de Nª Sª do Pópulo, o mais antigo monumento representativo do barroco colonial da África Ocidental, hoje considerada Monumento Nacional com mais de 200 anos e que tem um altar todo em prata.
FIZÉMOS 403 ANOS… OBG DEUS…

Mai 18

Museu do Dundo é o guardião da tradição Côkwe

A preservação da história e da tradição de determinado povo é um factor preponderante para a conservação da sua identidade cultural, e, neste quesito, os museus jogam papel relevante, como ocorre com o Museu Regional do Dundo.
Localizado na província da Lunda-Norte (Nordeste de Angola), o Museu Regional do Dundo tem-se destacado na conservação de acervo cultural, documentação, pesquisa histórica e específica do povo Lunda Côkwe, constituindo uma das principais atracções dos turistas.
O museu, situado no “coração” da antiga cidade do Dundo e com mais de 100 anos de existência, ajuda a sociedade a identificar acontecimentos da história, que foram decisivos e essenciais para a construção do “Império” Lunda.

Fonte: Jornal de Angola

Mai 15

Apresentação de Condolências

A Fundação FTR-Ukuma vem por este meio expressar as sinceras condolências à família enlutada e amigos.

Mariam Hamisi Mziray Petroff

Artigos mais antigos «

» Artigos mais recentes