Jul 11

Livro: “O Ministro” de Uanhenga Xitu

(…) Nos musseques muitas vezes reclamaram pela presença de uns e outros companheiros. Verificou-se o nascimento ou o desenvolvimento de um certo oportunismo. Para seguir a Penina foi preciso um jeito arranjado pelos companheiros Sebastião Coelho e Troufa Real que, com conhecimentos no Palácio, conseguiram que fôssemos enquadrados como jornalistas eu e o Domingos Van-Dunem. (…)

(…) Nessa noite não dormi. Apareceu meio mundo até de manhã a felicitar, amigos, parentes e desconhecidos, pessoas de todas as etnias e classes. Como o acto havia sido radiodifundido e filmado, no dia seguinte ainda continuou a vir gente e recebi centenas de cartas e telegramas, encorajando-me. Não me esqueço dos muitos companheiros, de entre eles o Sebastião Coelho, o Troufa Real, o Avito José da Silva (engenheiro natural da Guiné-Bissau). Se houve dias e houve noites, essa foi a da minha vida política. Chorei.

in “O Ministro” de Uanhenga Xitu.
Editora Chá de Caxinde, 2005

Jul 10

Casa Stº António, Luanda – Angola


Cartão 125x75mm
Autor: Troufa Real Prof Arquitecto

Jul 08

Aniversário do General Francisco Higino Lopes Carneiro


Autor: Leonel Moura, Artsita Plástico e Coordenador Artístico da Fundação Troufa Real-Ukuma

 

Completam-se hoje, dia 8 de Julho, 62 anos que nascia em Libolo – Calulo, Kuanza–Sul, Francisco Higino Lopes Carneiro, Mestre em Ciências Militares graduado pela Academia Frunze, Rússia, e General das Forças Armadas Angolanas.
A amizade que nos liga e os laços profissionais que nos unem obriga-me a assinalar esta data reconhecendo as suas qualidades e idiossincrasias, que nunca será demais realçar.
E não é apenas devido a ter-lhe feito os projetos para duas das suas casas, uma no Huambo e outra em Talatona, nas quais me deu carta-branca para me espraiar criativamente, mas sobretudo pelos projetos de que me encarregou para ajudar o desenvolvimento de Angola, nomeadamente o Campus da Universidade Cabinda, no Caio, que nos entusiasmou sobremaneira, mas por todas as suas qualidades inegáveis de trabalho, que implementa de uma maneira inesquecível.
Profundo conhecedor dos problemas atuais da capital angolana, pois, além de ter já estado à frente dos seus destinos, tomou contato com as suas realidades como presidente da Comissão de Gestão de Luanda, em 2004, mesmo os seus detratores reconhecem que, além de astuto, o general Higino Carneiro, como é mais conhecido, é bastante aberto. «Sabe difundir autoridade e promover uma autoimagem benigna, (…). Há já até quem acredite que ele vai resolver o problema do lixo, sob o qual se afunda a periferia de Luanda».
Na verdade, mesmo os seus inimigos são unânimes em falar das suas reais capacidades e do seu grande espírito de trabalho, pelo que vale a pena uma breve resenha sobre as suas obras enquanto governador.
Antigo membro do Gabinete Local Nacional e presidente das Comissões Parlamentares 9ª Comissão: Direitos Humanos, Petições, Reclamações e Sugestões dos Cidadãos, exerceu os cargos de Vice – Ministro sem Pastas e Vice – Ministro da Administração do Território, Governador da Província do Kuanza-Sul, Governador da Província do Cuando-Cubango, tendo ainda sido Ministro das Obras Públicas e atualmente ocupa pela segunda vez a pasta de Governador da Província de Luanda.
No Kwanza-Sul (1999-2002), para além de ter sido aplaudido por introduzir o ensino superior na província, mereceu louvores por ter inaugurado o Festival do Sumbe (FestiSumbe) em 2001, pela criação da Feira Agropecuária,  a reabilitação da Marginal e o Jardim das Misses. No entanto, conta-se como a sua maior realização o estabelecimento da sua própria fazenda, em Calulo, onde desenvolveu uma produção de uvas de mesa e de vinho, cuja marca Feito em Angola já foi apresentada com sucesso em Portugal, assim como foi ali que fez regressar à Chichila, o cultivo de café, que estava esquecido.
Já no Cuando-Cubango (2012-Jan. 2016), o seu mais recente cargo, o governador deu maior visibilidade pública às terras do fim do mundo, como é conhecida a província.
Nos seus anos de gestão, são-lhe creditadas, como obras de vulto, a reabilitação das duas pontes que interligam a cidade, e a construção de uma ponte de ligação entre a província e a Namíbia, pelo Calai. Recebeu boa nota por ter providenciado habitação e viaturas a alguns funcionários relevantes da província, como parte da sua política de valorização de quadros. Foi durante a sua gestão que se estabeleceu a abertura da Universidade do Cuíto-Cuanavale, assim como a construção da central térmica do município com o mesmo nome.
Emanando uma imagem de um militar implacável, que não se amedronta, e que quando avança para o terreno é para concretizar as suas intenções, pois «além da competência, é um homem de campo, que gosta de ver as coisas realizadas e em ordem. Conquista popularidade naturalmente e não é arrogante. É frontal e visionário. É dos poucos dirigentes angolanos que não mendiga cargos», frisam os elementos do seu círculo.
Tem a fama, justa, de ser muito dinâmico (chamam-lhe Buldozer), tanto no exercício do actual cargo governativo (ministro das Obras Públicas), como em todos os outros cargos públicos, anteriores. Conhecido pela sua exigência pela qualidade e perfeição, e essencialmente sempre solidário, foi com quem mais gostei de trabalhar pelo respeito que sempre teve pelos seus colaboradores e pela exigência no cumprimento das missões. De uma grande lealdade e dedicação para com as pessoas, é fundamentalmente um fazedor de obras .inesquecível.
O volume de obras públicas aumentou vertiginosamente nos últimos anos; mas a sua pressão direta, sob a forma de visitas surpresa, nunca deixou de ser necessária para garantir prazos, níveis de qualidade, etc – o que o obrigou a redobrar o seu dinamismo.
Ao mesmo tempo, aconteceu que a carteira dos seus negócios privados, envolvendo parceiros nacionais, portugueses, brasileiros e outros, nunca deixou de aumentar – exigindo também dele tempo de que não dispõe – a não ser, como diz, que os dias tivessem 40 horas. É a mulher, a grande mulher Ana, e uma filha, formada em Economia, que lhe servem de “muleta”. Tem ainda outra filha médica e vários netos.
Homem de Família e de Amizade, diplomata e poliglota, sereno nos discursos, que normalmente faz de improviso, caracteriza-se também pela facilidade de comunicar em várias línguas.
De referir ainda a sua veia musical, onde é de realce a sua paixão pelas cancões do Velho Liceu, e pela música Latino Americana, especialmente Brasileira e Cubana, além do Fado, gostando também de tocar e cantar, reunindo muitas vezes amigos e grandes artistas musicais em tertúlias em que o objetivo essencial é o o convívio e a amizade.
No estrangeiro, é em Portugal que tem mais negócios, incluindo, pelo simbolismo, um antigo restaurante na zona pombalina de Lisboa. É muito popular pelo atributo de dinamismo que lhe é geralmente reconhecido, mas também pela sua simplicidade e inclinação considerada inata para a filantropia. O apego que revela pela sua terra natal, Calulo, também entra a seu crédito. O renascimento da aprazível vila é em grande parte devido à sua boa vontade; até lhe coube pôr de pé o antigo clube da terra, o Recreativo do Libolo, atualmente em fase de ascensão no panorama desportivo do país. Também ajuda os naturais do Calulo radicados em Portugal a organizar as suas confraternizações anuais, às quais comparece ou manda representante. É também muito estimado pelos cubanos com quem esteve solidário.
Por tudo isto a Fundação UKUMA Troufa Real apresenta-lhe os mais sinceros Parabéns pelo seu aniversário, para bem da família e de Angola, com votos de muitas felicidades, não podendo deixar de o recordar pela fraterna amizade e muita estima que tem por mim e pelos mais velhos.

Jul 07

Residência Unifamiliar Higino Carneiro – Talatona, Angola 2009

  

  

  

DONO DE OBRA
General Francisco Higino Lopes Carneiro

AUTOR / RESPONSÁVEL TÉCNICO   
Troufa Real, Prof. Catedrático FA/UTL
Arquitecto Dip ESBAL
Urbanista,Honour Dipl Plan AA London
Inscrição GPL 440 (projectar)
Inscrição GPL 513 (dirigir obras)

OBJECTIVO
Projecto de Licenciamento de uma moradia, designada por Residência Unifamiliar Higino Carneiro, que o proprietário pretende construir em Luanda.

LOCAL
Talatona, Luanda.
Confrontações: Poente – Rua de Serviço do Condominio Riviera Atlântico,  Norte – Condominio Riviera Atlântico,  Sul – Via Pública, Nascente – Terreno Livre. Área do terreno –  3112m².

SOLUÇÂO
Resultou do programa tipológico relativo à família para quem se destina a casa com a consequente determinação de áreas funcionais recomendáveis, das condicionantes ambientais do sítio (limites e forma do lote, topografia do terreno, orientações sol e ventos, etc), das normas estabelecidas pelo Regulamento do Plano (áreas de utilização e de ocupação) e de um conjunto de “regras” conceptuais de natureza teórica que estão ligadas a aspectos culturais do autor na invenção da “Forma” e da “Linguagem” arquitectónica que em última análise se racionalizam segundo traçados reguladores de composição, na articulação de certos elementos funcionais, espaciais e de construção (zona de convivio, galeria, alpendre, terraço, janelas, portas) jogando com valores simbólicos caracterizadores de uma presumivel arquitectura africana.

Jul 06

Casa Higino Carneiro – Huambo, Angola 2007

 

  

 

DONO DE OBRA
General Francisco Higino Lopes Carneiro

AUTOR / RESPONSÁVEL TÉCNICO   
Troufa Real, Prof. Catedrático FA/UTL
Arquitecto Dip ESBAL
Urbanista,Honour Dipl Plan AA London
Inscrição GPL 440 (projectar)
Inscrição GPL 513 (dirigir obras)

OBJECTIVO
Projecto de Licenciamento de uma moradia unifamiliar, designada por Casa Higino Carneiro, que o proprietário pretende construir no Huambo.

LOCAL
Avenida Norton de Matos no Huambo.
Confrontações: Poente – Terreno Livre,  Norte – Casas Vizinhas,  Sul – Av. Norton de Matos, Nascente – via pública. Área do terreno –  940m².

SOLUÇÂO
Resultou do programa tipológico relativo à família para quem se destina a casa com a consequente determinação de áreas funcionais recomendáveis, das condicionantes ambientais do sítio (limites e forma do lote, topografia do terreno, orientações sol e ventos, etc), das normas estabelecidas pelo Regulamento do Plano (áreas de utilização e de ocupação) e de um conjunto de “regras” conceptuais de natureza teórica que estão ligadas a aspectos culturais do autor na invenção da “Forma” e da “Linguagem” arquitectónica que em última análise se racionalizam segundo traçados reguladores de composição, na articulação de certos elementos funcionais, espaciais e de construção (jango, galeria, alpendre, terraço, janelas, portas) jogando com valores simbólicos caracterizadores de uma presumivel arquitectura africana.

PARTIDO CONSTRUTIVO
A linguagem formal sugere claramente o recurso às tecnologias tradicionais, com preferência dos materiais possíveis a serem utilizados vulgarmente, com as alvenarias de tijolo, travamentos de betão armado adequados e de acordo com as normas de segurança, as coberturas em terraço. Os projectos técnicos das especialidades serão apresentados oportunamente por forma a garantir o cumprimento integral das normas em vigor e a qualidade da própria construção.

Jul 05

Tribunal de Contas – Luanda, Angola 2008

  

  

DONO DE OBRA
República de Angola
Tribunal de Contas
Venerando Juiz Conselheiro, Dr. Julião António, Presidente do Tribunal de Contas

IMPLEMENTAÇÃO DO PROJECTO
Ministério das Obras Públicas
Ministro Francisco Higino Lopes Carneiro, General

AUTOR DO PROJECTO
Troufa Real, Doutor Arquitecto ESBAL, Urbanista AA London
Professor Catedrático FA/UTL
Consultor do Ministro das Obras Públicas

Jul 04

World Trade Center, Macau 1986

  

Jul 03

UCCLA, Julho 2017

União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, UCCLA – Eventos

Jul 03

Jornal de Angola, 2017.06.17

“Higino Carneiro encantado com Macau“

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