O artista plástico moçambicano Gonçalo Mabunda apresenta 9 esculturas em metal, patente desde sexta-feira no Espaço Luanda Arte (ELA), na baixa da cidade capital. As obras reflectem o trágico ambiente da guerra civil que assolou Moçambique entre os anos 70 e 80, do século passado. Para a criação das obras, o autor utilizou armas modelo AKM, munições, carregadores de munições, e tantos outros materiais (armas de fogo) utilizados na guerra. Gonçalo Mabunda ressaltou que tem trabalhado já alguns anos e de forma recorrente, aludindo ao interesse do mundo ocidental em coleccionar arte tradicional africana.
O músico e maestro Sahib Pashazade, da República do Azerbaijão, vai actuar, no sábado, a partir das 18h00, na Fundação Arte e Cultura (FAC), em Luanda, num concerto denominado “Sons Unidos-Angola e Azerbaijão”, uma iniciativa daquela instituição cultural. Perfil do autor Sahib Pashazade, nascido a 24 de Outubro de 1980, em Baku, é um virtuoso internacionalmente aclamado do Tar (guitarra típica do Azerbaijão), um artista honrado na República do Azerbaijão, vencedor dos prémios presidenciais do seu país, nos anos de 2011 e 2018, laureado com medalha do progresso (2020) e vencedor de muitas competições internacionais. Em 2008, foi apelidado de “Paganini do Tar” no Festival Internacional de Música de Niagara, uma cidade do Canadá, e recebeu o título honorífico de “The Mirza” em 2015. Ainda em 2019, na França, recebeu a medalha da cidade de Carrieres-Sous-Poissy, um ano antes, em Varsóvia, venceu o prémio “100 anos de Independência das Repúblicas da Polónia e Azerbaijão. Pashazade é um dos artistas de Mugham mais famoso, realizou vários concertos nas principais salas de música do mundo. O virtuoso do Tar tornou-se o primeiro músico instrumental a receber o grande prémio, em 2017, na história do famoso festival “Sharq Taronaliri” em Samarcanda, Uzbequistão e o primeiro tocador de Tar, com a Orquestra Sinfónica Svetlanou da Rússia, gravada e transmitida pelo Mezzo.
Esta é a novidade que vos apresentamos neste mês. Este livro constitui, já, um documento de imensa importância para estudar a obra do seu autor. «Eu à sombra da figueira da Índia» é o primeiro romance publicado por Alberto Oliveira Pinto, em 1983, quando tinha 21 anos. Passa-se nos anos de 1960 na Cidade Alta de Luanda, literalmente à sombra duma figueira da Índia. Traz um excelente prefácio assinado pela Professora Érica Antunes. A fotografia da capa desta nova edição, onde se pode ver parte da Cidade Alta de Luanda nos anos de 1960, foi tirada pelo pai do autor, a partir da casa do muito referido Beco do Balão. A apresentação está para breve. Muito breve! 𝐄𝐋𝐈𝐕𝐔𝐋𝐔 𝐄𝐝𝐢𝐭𝐨𝐫𝐚, 𝐋𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐦 𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞!
Uma exposição fotográfica dedicada à vida e obra do Fundador da Nação e Primeiro Presidente da República de Angola, Dr. António Agostinho Neto, foi inaugurada, ontem, no largo 1º de Maio, em Ndalatando, pelo governador provincial do Cuanza-Norte, Pedro Makita. Na companhia de membros do Governo local, representantes de partidos políticos e estudantes de diferentes níveis de ensino, o governador destacou o percurso histórico de Neto, exposto em retratos no largo Primeiro de Maio, da cidade de Ndalatando, homônimo do largo em Luanda onde Neto proclamou, perante África e o Mundo, a independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975. O chefe de departamento da Cultura, Genilson da Costa, referiu que o objectivo da exposição fotográfica do herói da Nação é mostrar aos mais jovens, enquanto estudantes, fazedores de cultura e artes, o rico percurso de vida de Neto.
Informou que a exposição vai ser itinerante e afixada em diferentes pontos da cidadede Ndalatando, com realce para as zonas onde haja maior aglomerado de pessoas e posteriormente nos demais municípios da província, no sentido de exaltar a figura de Neto e os respectivos feitos.
A protecção do ambiente e direitos humanos são os focos artísticos que dominam algumas pinturas de murais nas ruas 1º de Maio e da Saúde, em Menongue, província do Cuando Cubango, inseridas no projecto “USAKI somos Ambiente”, levadas a cabo pelo Instituto para a Cidadania Mosaiko. O projecto, que está a ser financiado pela União Europeia (UE), com o apoio do FEC, Camões e Instituto de Cooperação e de Língua Portuguesa, conta com o envolvimento de dez artistas plásticos muralistas que pintam há uma semana o extenso mural da rodoviária principal da rua 1º de Maio, defronte ao Banco Yetu, e o muro posterior à ponte do bairro Saúde, onde estão retratados a fauna e flora, rostos de pessoas e dizeres como “Defender o Ambiente é Lutar pelos Direitos Humanos”. O tema dominante do mural é o ambiente.
O escritor e cineasta Henrique Sungo venceu, sábado, o prémio Guia Londres Awards, na Inglaterra. O escritor foi o mais votado da noite ao concorrer com mais cinco candidatos da mesma categoria. Para Henrique Sungo, este prémio tem um importante significado, uma vez que valoriza o trabalho árduo que tem realizado na Inglaterra, onde está radicado há mais de 15 anos, com as comunidades, e na divulgação da literatura e cultura angolana. Perfil do autor
Apaixonado pela escrita desde tenra idade, Henrique Sungo começou por produzir crónicas por diversão, até imigrar para a Europa. Já na Inglaterra, formou-se em Cinema, Psicologia e Business. O escritor angolano foi distinguido pelas suas obras com alguns prémios e distinções internacionais, tais como “Troan charity” (prémio Escritor do ano 2017 e prémio Escritor da Comunidade em 2018), “Africa is More international” (Premiação de Melhor Escritor em 2019). Em 2020, Henrique Sungo recebeu a distinção de melhor escritor africano pela African Autours Awards 2020.
A exposição do artista plástico Paulo Benvindo (Bn Vi) intitulada “A porta da Alma” está patente na Galeria Tamar Golan, em Luanda, desde sexta-feira, e reflecte a realidade da sociedade angolana. De acordo com o pintor, a temática da exposição está relacionada com o quotidiano da sociedade. Embora a alma seja ” algo imaterial, intocável, os meus olhos são as janelas e o coração, a porta da alma, por isso, todas as obras nos levam a criar aquilo que o artista imagina e traz para observação do público espectador”. O artista definiu, ainda, que “A porta da Alma” foi uma criação do que o coração exprimia, sublinhando que a escolhas das cores dependeu muito do seu estado mental. “As cores são como se fossem um medicamento para alma, e na minha visão os tons das cores servem como uma terapia”.
Perfil do pintor “Bn Vi”
Paulo Benvindo é conhecido pelo pseudónimo “Bn Vi”, embora tenha formação académica concluída em Pintura, considera-se autodidacta. Começou a desenvolver o traço criativo aos 14 anos em casa. Aos 18 anos, passou a frequentar ateliers de mestres, com intuito de adquirir mais experiência e seguir a pegadas criativas de Ibanda, Batomene, Etona e Mawete Lázaro Patrício. Paulo Benvindo é membro da União Nacional dos Artistas Plásticos de Angola (UNAP), Por conta de uma cultura de solidariedade, e preocupado com os amantes das artes e praticantes sem escola, passou a congregar e a tutelar jovens que desejam aprimorar o potencial nesse domínio. Em 2013, apresentou uma exposição individual na Fundação Arte e Cultura, e tem participado em várias exposições colectivas, na capital do país.