
Mia Couto é um escritor, poeta e jornalista moçambicano.
Mia Couto, pseudônimo de Antônio Emílio Leite Couto, nasceu na cidade da Beira, em Moçambique, África, no dia 5 de julho de 1955.
Mar 25

Mia Couto é um escritor, poeta e jornalista moçambicano.
Mia Couto, pseudônimo de Antônio Emílio Leite Couto, nasceu na cidade da Beira, em Moçambique, África, no dia 5 de julho de 1955.
Mar 25
O camaleão (corre)dor
Tem a língua cansada
Já não caça insectos voadores
Perdeu os olhos
De tanta vaidade
Ficou velho de maldade
Agora descansa à sombra
De um imbondeiro
E já não muda de cor
Perdeu a física dos odores
Deixou de ser inteiro.
António Pompílio
Fonte: Jornal de Angola
Mar 24
Pode ser que o mundo acabe na semana que vem.
O que é que eu posso fazer senão conhecer até à exaustão
todas as coisas que fazem de ti um verão denso e humífero?
Cantar sem vacilar por exemplo esse teu ar breve de pequena vissapa de luz.
A mim pouco importa o destino do universo
saber se os planetas estão na mão de algum deus subatómico
ou se um meteorito beija a Terra por amor ou por acaso.
Pode ser até que o mundo se acabe na semana que vem.
A mim basta conhecer
uma a uma essas colónias de sede e de êxtase
que o teu sangue construiu com apoteose e presciência
em cada ossatura do teu porte
uma a uma essas luas térreas de sedução
que a savana do teu riso faz refém em cada sequência do teu andamento galáctico.
A mim basta saber que a simples historicidade do teu cio
sempre desenha um pendor de pássaro
na frágil película da minha humanidade.
Pode ser que o mundo acabe na semana que vem.
Macacos me mordam se mesmo assim eu não te levo (ainda hoje)
nos meus ombros a chupar gelado de múcua
para espanto crucial da cidade.
José Luís Mendonça [do livro Esse País Chamado Corpo de Mulher]
Fonte: Jornal de Angola
Mar 23
ainda apagam pálpebras de volta à tontura
ainda o sentimento da nossa longa história
a ruína vai da notícia à revolução
palavras mortas nunca mais preenchidas
os rios demorados no sintoma dos países
e tudo passa e o poema indaga
o dia que acontece como uma ruína.
João Tala
Fonte: Jornal de Angola
Mar 22
O tempo é agora
um tempo é sem hora
o tempo senhora!
O tempo é duro
o tempo é puro
é maduro e procuro.
O tempo cura
dura e perdura
o tempo atura.
O tempo nos templos
é tempo de exemplos
e tempo de múltiplos.
O tempo tempera
o tempo de espera
o tempo é quimera.
Há tempo para tudo
com o tempo estudo
um tempo para o tempo!
J. A. S. Lopito Feijóo K
Fonte: Jornal de Angola
Mar 18

A Fundação Troufa Real-Ukuma e toda a sua equipa enviam os mais calorosos parabéns ao nosso Presidente e Professor Troufa Real, neste dia de aniversário, com desejo de boa saúde e vida longa.
Mar 17
Investigar um livro biográfico, no qual uns capítulos são maiores e ou mais intensos, provocando questões a serem discutidas, é a leitura feita, na exposição individual do artista plástico Ricardo Kapuka, intitulada “Pós…”, inaugurada na quinta-feira, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda.
A mostra reúne um conjunto de 13 peças, sendo 12 quadros e um vídeo, e ficará patente até ao próximo dia 1 de Abril.
“Tenho o hábito de estar isolado para produzir as minhas obras, no atelier como se estivesse distanciado das pessoas, mas não é sinónimo de um total afastamento social, até porque os meus trabalhos narram e criam debates e arquivos em torno da sociedade angolana”, disse o artista.
Ricardo Kapuka nasceu na Catumbela, em Benguela e actualmente vive e trabalha em Luanda. Desenha à mão livre, corta “stencils”, usa sprays e tintas além de desenvolver vídeo – instalações um “frame” de cada vez, com uma linguagem de arte urbana. As obras reflectem sentimentos de dor e alegria, fundem traços perspicazes de crítica social e política, sobre telas e tecidos africanos, retratando a essência da cultura e dos hábitos angolanos, discutindo memória e identidade.
Fonte: Jornal de Angola
Mar 16
A Fundação Troufa Real-Ukuma vem por este meio expressar as sinceras condolências à família enlutada e amigos.
