Jan 28

Historiador narra feitos de Kimpa Vita em livro

O historiador Patrício Batiskama lançou, na segunda-feira, no Brasil, a obra “Dona Beatriz Nsimba Vita”, dedicada à nacionalista Kimpa Vita.

Dona Beatriz Kimpa Vita, também conhecida por Beatrice de São Salvador do Congo e Kimpa Vita, foi uma profetisa e líder política do Reino do Congo, e líder política da capital congolesa, Mbanza Kongo, durante uma brevidade de tempo.
Capitaneou movimentos de reunificação nacional, utilizando-se de características religiosas, a partir do movimento cristão “An-tonianismo”, para quem Jesus Cristo e outras figuras cristãs primitivas eram oriundas do Reino do Congo.

Embora o papel de Kimpa Vita tenha sido ignorado pelos historiadores durante quase três séculos, os anos de sua influência são alguns dos melhores documentados na história dos povos de Angola.
Natural da província do Uíge, Patrício Batsikama é autor de obras como “Tokois-mo, Teologia da Libertação”, “O Reino do Kongo e a sua Origem Meridional”, “Ma-kela ma Zombo” e “Nação, Nacionalidade e Nacionalismo em Angola”.
É docente do Instituto Superior Tocoísta (ISPT), de onde também é coordenador do Centro de Estudo e Investigação Científica Aplicada (CEICA).

Com 220 páginas, a obra saiu com a chancela da editora brasileira Ancester, em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em Angola, o livro será lançado a 28 de Fevereiro próximo.

Fonte: Jornal de Angola

Jan 27

Apresentação de Condolências

A Fundação Troufa Real-Ukuma vem por este meio expressar as sinceras condolências à família enlutada e amigos.

Carlos Antunes
Político, Militante antifascista
06.1938 – 23.01.2021

Jan 26

Morte de Mendes Ribeiro empobrece as artes angolanas

A obra do desenhador e pintor Mendes Ribeiro constitui, desde os primórdios da Independência Nacional, um património histórico e cultural, inquestionável, tanto por mostrar desde aquela época a vivência política e social angolana, quanto pelo rigor técnico e estético a que se submetia.

Entre os desenhadores e pintores da sua geração, Mendes Ribeiro era o mais representativo na produção de obras no estilo Realismo, corrente artística que surgiu em França no século XIX.
Se Gustave Coubert (1819-1877) foi, a nível mundial, o mais importante artista dessa vertente e criador da estética realista, Mendes Ribeiro esteve na linha da frente entre os artistas plásticos angolanos.

Nascido aos 25 de Agosto de 1941, no Sumbe, antes de se dedicar à intensa carreira de pintor, era contabilista de profissão. Diplomado em Desenho e Pintura pelo Instituto Álvaro Torrão, após a Independência Nacional, Mendes Ribeiro teve um reconhecimento formal no seio do MPLA, tendo recebido um Certificado, assinado pelo primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, em que foram enaltecidos os seus feitos enquanto artista.
Pintor de Luanda

O Realismo marcou, inequivocamente, todo o percurso artístico de Mendes Ribeiro. Do desenho a carvão, à pintura de cavalete (a óleo), passando pela pintura em aguarela e a pastel.
Mendes Ribeiro documentou diversos aspectos da cultura endógena angolana, em geral, e, em particular, centenas de motivos identitários dos habitantes de Luanda, cenas dos axiluanda, as principais avenidas da então São Paulo de Loanda, a semelhança dos pintores Carlos Ferreira, Neves e Sousa, entre outros retratistas e paisagistas da época colonial.

Fonte: Jornal de Angola

Jan 25

Apresentação de Condolências

A Fundação Troufa Real-Ukuma vem por este meio expressar as sinceras condolências à família enlutada e amigos.

António Cardoso e Cunha
Engenheiro químico, Ministro da Agricultura e Pescas de Governos da AD liderados por Sá Carneiro e presidente da TAP.
28.01.1933 – 24.01.2021

Jan 22

Documentário sobre a vida e obra de Manuel d’Novas

O Centro Cultural Português apresenta na Cidade da Praia, em Cabo Verde, o documentário “Manuel d’Novas – Coração de Poeta”, com realização e produção de Neu Lopes, filho deste trovador.

O filme conta com depoimentos de mais de 40 pessoas, entre músicos, sociólogos, políticos, familiares e conhecidos, que testemunham a vivência, a obra e o importante e significativo contributo que Manuel d’Novas deu para a música e a cultura de Cabo Verde.

“Manuel d’Novas – Coração de Poeta” estará presente em festivais de cinema, tendo começado pelo Plateau – Festival Internacional de Cinema da Praia, onde foi galardoado com dois prémios, tais como Melhor Longa Documentário e Revelação Nacional.

Fonte: Jornal de Angola

Jan 21

Amélia Mingas

Jan 20

Kiluanji kya Henda leva Largo do Kinaxixi ao Festival de Roterdão

O artista Kiluanji kya Henda desenvolveu, numa residência artística, no Porto, a maqueta do projecto que vai levar ao Festival Internacional de Cinema de Roterdão, em Fevereiro, a partir do Largo de Kinaxixi, em Luanda.
Kya Henda explica que a instalação “Red Light Square – history is a bitch project: Kinaxixi” aproveita as transformações que foram acontecendo neste largo da capital angolana, ao longo dos vários períodos da sua história, para reflectir sobre esse passado, do colonialismo à guerra civil, da paz e da expansão urbana, à ganância e à lavagem de dinheiro, acabando por atingir “uma dimensão universal”, identificável na relação de um povo com o seu espaço público e com a sua memória.

Artista multidisciplinar, que trabalha sobretudo com a fotografia, o vídeo e a performance, Kia Henda tem como marcas do trabalho a reflexão sobre a memória coletiva e os espaços públicos, tendo vencido o Prémio Nacional de Arte e Cultura, do Ministério da Cultura de Angola, em 2012, e o Frieze Artist Award, da feira de arte londrina com o mesmo nome, em 2017.

Já marcou presença na Bienal de São Paulo, foi seleccionados para exposições colectivas no Centre George Pompidou, em Paris, em 2020, na Tate Modern, em Londres, em 2018, e no Guggenheim de Bilbau, em 2015, o mesmo ano em que fez parte de uma mostra no Smithsonian, em Washington, entre outras iniciativas internacionais, na área das artes visuais.
Nas Galerias Municipais da Avenida da Índia, em Lisboa, esteve patente a exposição “Something Happened on the Way to Heaven”, que aborda expectativas de imigrantes, de encontrarem um Paraíso na Europa, (e esse paraíso desvanecer-se) depois de atravessado o Mediterrâneo.

Fonte: Jornal de Angola

Jan 19

A Neuro Diverse Approach to Design and Architecture

Ab Rogers

18 projects in 30 years. As a dyslexic designer, Ab Rogers has spent 30 years perfecting his dyslexia and this talk offers an insight into a design career with a neuro-diverse slant. It will cover the importance of experimentation, education, being hands on and believing in your medium, of failure and its role in learning and improving and of keeping your work both relevant to and ahead of the times.

AA Writing Centre
Date: Wednesday 20 January 2021
Time: 12:00 – 13:00

Book Now

Source: AA School of Architecture

Jan 18

A “invenção” e a ausente empatia cognitiva

O falecido filósofo ganense Kwame Gyekye (1939-2019) apresentou uma interessante refutação das premisssas subjacentes ao conceito de “invenção” com que operam Kwame Anthony Appiah, seu compatriota, e o democrata-congolês V.Y.Mudimbe, respectivamente, nos seus livros “In My Father’s House” e “The Invention of Africa”. O que está em causa parece ser a ausência de uma empatia cognitiva.
O professor Gyekye distingue os sentidos que Kwame Anthony Appiah e V.Y.Mudimbe associam à “invenção de África”, mas sustentando uma perspectiva que aponta para uma empatia histórica e cognitiva, numa apologia da unidade e da diversidade, à luz dos fundamentos históricos antigos, constitutivos do pensamento africano. Por isso, é de leitura obrigatória o seu livro de que não temos notícia de tradução em português: “An Essay on African Philosophical Thought. The Akan Conceptual Scheme” (Ensaio sobre o Pensamento Filosófico Africano. O Esquema Conceptual Akan).

O falecido filósofo ganense Kwame Gyekye (1939-2019) apresentou uma interessante refutação das premisssas subjacentes ao conceito de “invenção” com que operam Kwame Anthony Appiah, seu compatriota, e o democrata-congolês V.Y.Mudimbe, respectivamente, nos seus livros “In My Father’s House” e “The Invention of Africa”. O que está em causa parece ser a ausência de uma empatia cognitiva.
O professor Gyekye distingue os sentidos que Kwame Anthony Appiah e V.Y.Mudimbe associam à “invenção de África”, mas sustentando uma perspectiva que aponta para uma empatia histórica e cognitiva, numa apologia da unidade e da diversidade, à luz dos fundamentos históricos antigos, constitutivos do pensamento africano. Por isso, é de leitura obrigatória o seu livro de que não temos notícia de tradução em português: “An Essay on African Philosophical Thought. The Akan Conceptual Scheme” (Ensaio sobre o Pensamento Filosófico Africano. O Esquema Conceptual Akan).

O falecido filósofo ganense Kwame Gyekye (1939-2019) apresentou uma interessante refutação das premisssas subjacentes ao conceito de “invenção” com que operam Kwame Anthony Appiah, seu compatriota, e o democrata-congolês V.Y.Mudimbe, respectivamente, nos seus livros “In My Father’s House” e “The Invention of Africa”. O que está em causa parece ser a ausência de uma empatia cognitiva.
O professor Gyekye distingue os sentidos que Kwame Anthony Appiah e V.Y.Mudimbe associam à “invenção de África”, mas sustentando uma perspectiva que aponta para uma empatia histórica e cognitiva, numa apologia da unidade e da diversidade, à luz dos fundamentos históricos antigos, constitutivos do pensamento africano. Por isso, é de leitura obrigatória o seu livro de que não temos notícia de tradução em português: “An Essay on African Philosophical Thought. The Akan Conceptual Scheme” (Ensaio sobre o Pensamento Filosófico Africano. O Esquema Conceptual Akan).

Fonte: Jornal de Angola

Artigos mais antigos «

» Artigos mais recentes