Mister Ril e o seu grande amigo diplomata foram incumbidos pelo Arquitecto de uma grande missão: levar a lusofonia e a diáspora ao Oriente. Partiram, lado a lado, na British, na agora falida Swissair, na Lufthansa, escrevinharam, desenharam Angólia e outras cidades, palmeiras, oásis, sorveram “bloody-marys”, despejaram Moet & Chandons, tragaram calvados, saborearam patos à pequim, laqueados, especialidades de Shangai, de Banquecoque e de Bombaim, aterraram em Hong- Kong e foram, no avião, quase até à beirinha da água, extasiaram-se com as obras primas de Arquitectura, em Kowloon, criticaram na “Tribuna” a desenfreada Brandoa do Oriente, navegaram vezes sem conta no jet-foil, lançaram panchões, jantaram com a Miss CHINA em restaurante português na Taipa, com ela aprenderam a misturar o bacalhau com o cozido à portuguesa, ou seja, os pratos portugueses comidos à maneira chinesa, mandaram para o rectângulo a estátua do opróbio, construíram a Praça da Liberdade e das boas relações sino-lusas, ficaram emocionados com as lágrimas da Amália no DIA DE PORTUGAL, guardaram os desenhos do SIZA, nas toalhas do Mandarim e escutaram Adriano Jordão levar ao Oriente Lopes Graça e Joly Braga Santos. Calcorrearam à Praia Grande e Santa Sancha numa missão distributiva das terras que os portugueses conquistaram ao mar, homenagearam Camões e Cesário Verde e leram primeira edição da CLEPSIDRA. Conseguiram chegar a Cantão doze horas após a partida das Portas do Cerco, contemplaram a árvore das líchias e das patcas, discursaram para Ministros e Vice-ministros, celebraram Protocolos, constituiram fundações e sociedades, cooperativas e associações, banquetearam-se com trinta e dois pratos chineses ao som da harpa de uma donzela de seda vestida; viram as carvelas com o escudo no lamacento rio das Pérolas e os penhascos de Guylin através de uma pescaria com espécie de pássaro pelicano de longo bico amarrado.
Dos tufões ficou-lhes a lembrança das palmeiras arqueadas a jorrar o rio e dos andaimes de bambu a sobrevoarem o Mandarim.
No Península dos rolls-royce, os chás com poetas e escritores, fadistas, engenheiros e arquitectos, a presença da PRESENÇA, o Malangatana e o Pomar, José Rodrigues Migueis, Wenceslau, a Aparição do Virgílio (das Terras de Melo), o Taveira, Antero e Eça, Camilo e o Padre António Vieira, o Júlio Pereira e também a Vieira e o Arpad e depois a Sofia, a Margarida e a Clara e também o Aquilino, o Horácio Bento de Gouveia, o Herberto Heder e o Baptista Bastos, o Nuno Júdice, o Alçada Baptista e o nosso então futuro Nobel, a Lídia e o Urbano, a Natália, a Agustina e o campos e tantos e tantos outros desde as Cantigas de Amigo e de Maldizer até aos coros das marchas de Lisboa, a exaltação dos poetas e dos cantores, dos escultores (lagoa, Conduto e outros), dos fazedores de jardins (do Saúl até ao Ribeiro Telles). Da Península para a grande Terra do meio, desta para Angólia e para a Atlãntida, doze viagens de amigos e irmãos, das noventa e oito do diplomata.
Falta concluir a missão.
Estamos disponíveis…
Choi-chen, Mr. Ril
Duarte Teives
Advogado
05.12.2001